Arquivo FolhaAtrás do títuloA Ferrari investe alto para construir e desenvolver seus motores Seis grandes grupos industriais disputam o ‘‘Mundial de Motores de Fórmula 1’’: Fiat, proprietária da Ferrari; Mercedes, sócia na McLaren; Renault, através da Mecachrome com a Williams e a Benetton. Há ainda a Peugeot, fornecedora de motores da Prost; a Mugen Honda, da Jordan; e a Ford, sócia de Jackie Stewart na sua equipe. A Ford vende ainda seu V-10 para a Tyrrell e a Minardi. Um sétimo construtor está presente na F-1, a pequena Hart, adquirida pela Arrows para produzir seu motor.
Todas investem alto para projetar, construir e desenvolver seus motores. O orçamento da Fiat, Mercedes, Renault, Peugeot e Ford não é inferior a cerca de US$ 40 milhões por temporada, sendo que a Renault este ano, por ter abandonado oficialmente a competição, cobra da Williams e da Benetton algo em torno de US$ 20 milhões de cada uma por ano, o que cobre o seu investimento. A Mugen Honda dispõe de uma verba menor para a F-1, metade dos seus concorrentes, mas cobra de Eddie Jordan também cerca de 50% do que gasta.
A Ford recupera igualmente algo próximo dessa porcentagem com a comercialização do seu Zetec V-10 para a Tyrrell e a Minardi. Enquanto Tom Walkinshaw, dono da Arrows, não convence nenhum grande grupo industrial a bancar o seu programa de F-1, seu próprio time custeia o projeto, o que torna seu orçamento não muito elevado.
Um motor de F-1 hoje desenvolve em condição de classificação uma potência média estimada de 780 cavalos. Como seu volume é de três litros, sua potência específica é de 260 cavalos por litro. Trazendo esse conceito para uma realidade mais próxima: seria como se o motor de um Uno, Fiesta, Corsa ou Gol, todos na versão mil, fosse capaz de responder com 260 cavalos de potência. Esse dado dá bem uma idéia da tecnologia exigida pela F-1.
As indústrias que participam dela adquirem o que o mundo mais valoriza: know-how. Elas repassam para seus veículos de série parte desse conhecimento. O motor dos modelos que a Ford comercializa no Brasil têm inscritos no seu cabeçote o nome Zetec, para informar ao usuário que aquele motor incorpora parte do seu aprendizado com a F-1.
Os treinos para a primeira etapa do Mundial, que será disputada à meia-noite de sábado, em Melbourne, começam hoje.

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