Constelação alemã
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de julho de 2014
VISÃO DO KLOSE <br> THIAGO SALATA 

Mil gols só Pelé (e Romário), como cantaram repetidas vezes os brasileiros aos argentinos fãs de Maradona. Mas só Klose jogou quatro Copas e fez 16 gols, marca que o fez ser aplaudido de pé ao ser substituído pelo herói Götze, o menino tão frio quanto o veterano.
Os ídolos rivais viram in loco o camisa 11 voltar a disputar uma final de Copa do Mundo 4.396 dias depois da derrota da Alemanha para o Brasil, em 30 de junho de 2002.
No Maracanã que já foi palco do Rei, o alemão superou Pelé, que disputou duas finais no espaço de 4.375 dias entre dos torneios de 1958 e 70.
O longo período, algo único em Copas, fez o mundo ver Klose chegar à nova decisão de Mundial pela primeira vez com a "coroa" de maior artilheiro das Copas - o caminho para os 16 gols ainda estava nos sete há 12 anos, em Yokohama.
Klose igualou a marca que era de Ronaldo no Brasil, a superou contra o Brasil e ganhou seu primeiro título mundial no Brasil.
O ponto de referência do ataque germânico não é brilhante, apesar de ter sido o único do time de branco a usar chamativas chuteiras laranjas. Tocou na bola, mal, pela primeira vez logo a um minuto. Encontrou dificuldades, com Demichelis sempre por perto, mesmo com a ajuda do ótimo ataque alemão. Não conseguiu alcançar as tentativas de assistências.
A disposição do mais velho jogador da Alemanha (36 anos) chamou atenção tanto quanto as chuteiras. Único remanescente do vice de 2002 (jogou 74 minutos naquela final), deu carrinho como um volante para ajudar a marcação na frente. Orientou, liderou, cabeceou só uma vez, sem força, contra Romero.
O quase certo adeus às Copas do maior artilheiro foi aos 42 minutos do segundo tempo. Aplaudido de pé por alemães e brasileiros. Sem gols na final. Com muitos na história.





