Conselho vota criação de S/A
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quarta-feira, 22 de novembro de 2000
Claudemir Scalone De Londrina 
O Conselho Deliberativo do Londrina decide hoje, às 19 horas, no VGD, se aprova ou não a constituição da Alviceleste S/A empresa paralela de sociedade anônima que deverá administrar o clube futuramente. Elaborada por Francisco Simões, secretário da Fazenda do Município e professor de Economia da Universidade Estadual de Londrina, a S/A foi a solução encontrada para driblar as penhoras e ações judiciais que frequentemente batem às portas do clube.
O projeto da Alviceleste S/A nada custou ao clube. Qualquer empresa cobraria R$ 30 mil para fazer este trabalho. Mas eu amo o Londrina e fiz isso a um custo zero, ressaltou Simões. De acordo com o projeto, a S/A teria um capital social autorizado de R$ 4 milhões. Esse dinheiro seria levantado através da venda de ações ordinárias (200 mil) e preferênciais (200 mil) num total de 400 mil ações. O custo unitário das ações seria de R$ 10,00.
Caso os conselheiros decidam pela criação da Alviceleste, a empresa necessitaria de pelo menos 30 dias para ser legalizada. Tenho dito em todas as reuniões com os conselheiros que a fase de concepção jurídica da empresa não é a mais importante, mas sim a colocação das ações no mercado. Se não houver um planejamento de marketing e um compromisso de cada diretor para vender essas ações, o projeto fica morto na gaveta, alertou Francisco Simões. É preciso colocar as ações no mercado com muita organização, completou ele.
O presidente em exercício do Londrina, Agostinho Miguel Garrote, acredita na aprovação da S/A esta noite pelos conselheiros. No entanto, ele faz uma ressalva sobre a importância na elaboração do contrato entre o clube e a empresa. É preciso todo o cuidado para se definir os deveres e obrigações da cada parte para se amparar tanto o Londrina quanto a empresa, afirmou o dirigente que hoje anuncia os nomes dos novos diretores do clube.
O presidente da Comissão de Conselheiros, Augusto Reis, também aposta na aprovação da S/A. Reis está tão otimista que acredita que dentro de três a quatro meses o capital da S/A já estará integralizado.
Bronca O Londrina se viu envolvido em mais uma situação embaraçosa. O corretor de imóveis Aldo Elias Saidneuy executou o clube na 4ª Vara Cível reivindicando uma dívida de R$ 305 mil. Aldo teria emprestado dinheiro ao ex-coordenador do clube, Célio Guergoletto. A dívida foi somada à que o próprio Guergoletto teria investido no Londrina, perfazendo um total de R$ 500.012,82. Acordo feito com o clube previa o repasse de 6 juniores para Aldo Elias. O corretor recebeu os passes de Rafael, Tadashi e André. O presidente em exercício do Londrina, Agostinho Garrote, vetou o repasse de outros jogadores e Aldo foi à justiça.
O advogado do clube, Osvaldo Sestário Filho, acredita que pode chegar a um acordo amigável entre as partes. Guergoletto afirmou ter sido contra a cessão de jogadores ao corretor, do qual era amigo e hoje não tem mais relações. Guergoletto promote ainda realizar uma auditoria isenta para analisar a sua gestão. Já Garrote pretende levantar novamente os débitos pendentes do clube dos últimos dois anos.


