Conselho Gestor vai comandar o Atlético em 99
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sexta-feira, 25 de dezembro de 1998
Ed Carlos Rocha 
Sem candidato para assumir o clube no lugar de Mário Celso Petraglia, cujo mandato terminaria no próximo dia 31 - na eleição marcada para o último dia 15 não apareceu concorrente - , o Atlético Paranaense será administrado no próximo ano por um Conselho Gestor, que tem o próprio Petraglia como coordenador geral de 12 coordenadorias. A decisão foi tomada por unanimidade na última quarta-feira à noite por cerca de 50 conselheiros do clube. Todos queriam que o Mário Celso continuasse e essa composição fará com que ele permaneça à frente do clube, explicou o presidente do Conselho Deliberativo, Guivan Bueno.
Segundo Guivan, o Conselho Gestor foi a melhor solução que o Atlético poderia ter encontrado. Conforme afirma, o conselho mantém diretamente no clube Petraglia, Ademir Adur e Ênio Fornéa, que vêm sendo os principais dirigentes nos últimos anos, e ao mesmo tempo divide responsabilidades com outros atleticanos. Como cada um vai cuidar de uma área, o Atlético ficará mais encorpado e ainda melhor estruturado. É uma evolução.
Além disso, explica Guivan, o conselho também será o alicerce para a transformação do rubro-negro em clube-empresa. Esse conselho vai ficar o ano todo de 99 preparando o Atlético para a transformação em empresa de acordo com o que determina a Lei Pelé. Nesse período vamos analisar e decidir como será depois de dezembro de 99.
No caminho rumo a profissionalização, o Atlético irá buscar já no ano que vem um presidente remunerado. Esse presidente, embora com autonomia para gerenciar o clube, ficaria submetido a Mário Celso Petraglia. Para Guivan, como o futebol se transformou num grande negócio, ter um profissional pensando exclusivamente no clube é uma tendência que não tem volta.
A composição das 12 coordenadorias ficou assim: Ademir Adur (Financeiro), Ênio Fornéa Júnior (Patrimônio e Obras), Samir Haiddar (Futebol Profissional), Paulo Abage (Futebol Amador), Valmor Zimmermann (Relações com Instituições de Classe), Ademir Gonçalves (Relações com a Torcida), Alexandre Forneck (Administrativo), Nelson Fanaya (Marketing), Marçal Justen Filho (Jurídico), Salim Emed (Médico), Antonio Carlos Romanoski (Relações com o Mercado) e Ricardo Curi (Relações Institucionais).
Resolvida a questão política, o Atlético passará agora a pensar no time e no término da Baixada. Pelo menos dois jogadores de mais experiência deverão ser contratados para as competições do primeiro semestre (Sul Brasileiro, Paranaense e Copa do Brasil). A Baixada deverá estar pronta, segundo previsões do presidente do Conselho Deliberativo, em março.


