O Conselho Federal de Medicina só deverá se pronunciar sobre as investigações que apuram quebra de ética do médico da Seleção Brasileira, Lídio Toledo, que levantou publicamente a hipótese de o jogador Ronaldinho ser epilético, em uma segunda instância, no caso de recurso das partes envolvidas. Ao dar a informação, o presidente do CFM, Sérgio Ibiapina, disse que ‘‘seria leviano neste momento fazer qualquer juízo de valor sobre o caso’’ antes de o Conselho Regional concluir as investigações.
O presidente do CFM disse que cabe ao médico obedecer dois princípios básicos: preservar a privacidade dos pacientes e a confidencialidade em relação ao diagnóstico da doença. No caso de personalidade pública, Ibiapina explicou que o cuidado com a obediência a estes dois princípios deve ser redobrado. O objetivo do cuidado redobrado no caso de personalidades públicas é evitar que a divulgação de prognósticos sobre a saúde de uma pessoa possa afetar o seu futuro.
Sérgio Ibiapina disse que, na sindicância aberta pelo CRM do Rio, Lídio Toledo poderá apresentar quantas testemunhas quiser para a sua defesa. Não será obrigatório, porém, o comparecimento destas pessoas. Na sua opinião, é pouco provável que Toledo sonegue informações ao Conselho. Caso o Cremerj constate a sonegação de dados, o médico poderá ser punido por transgressão a um dos 140 artigos do código de ética médica. O Cremerj deverá solicitar às clínicas parisienses todos os exames que foram feitos em Ronaldinho.

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