São Paulo - Para reduzir os gastos de suas escuderias em até 30%, a F-1 mexeu principalmente nos motores para a temporada de 2009. Para 2010, no entanto, aprovou mudanças que podem mudar a cara da categoria, como o fim do reabastecimento.
  Com apoio da Fota (Associação das Equipes de F-1), a FIA anunciou ontem alterações severas nas regras do Mundial, aprovadas por seu Conselho Mundial. Reação ao anúncio da Honda, que, na semana passada, colocou seu time à venda e mostrou que a crise econômica não pouparia a categoria.
  As mudanças mais imediatas atingem os propulsores. A partir do ano que vem, cada piloto poderá usar oito motores por temporada (mais quatro para treinos). Terão de durar três corridas, e o giro será limitado a 18.000 rpm. O custo de peças para equipes independentes serão reduzidos em 50%.
  A idéia de motores padronizados, a mais polêmica, não foi aprovada totalmente. Mas, a partir de 2010, uma empresa independente, que deve ser a Cosworth, poderá vender os propulsores a menos de 5 milhões de euros (cerca de R$ 16 milhões). As montadoras poderão seguir fabricando seus propulsores. E os motores usados em 2010 terão de continuar em ação pelas duas temporadas seguintes.
  Os times também terão menos tempo para verificar o desempenho dos carros. Os testes serão limitados apenas aos fins de semana das corridas. ‘‘Acho que provavelmente esse é o primeiro passo da F-1 para se salvar. O que é importante nessas mudanças é que quando você andar no pit lane, sentar na arquibancada ou ver pela TV não notará diferença. Será a F-1 que conhecemos, só que mais barata’’, disse o presidente da FIA, Max Mosley.
  Com as mudanças esportivas previstas para 2010, no entanto, as corridas não serão exatamente como as de hoje. A começar pelas estratégias, já que não será mais permitido o reabastecimento dos carros durante as corridas nem o aquecimento dos pneus antes da largada. Os sistemas de telemetria e rádio serão padronizados.

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