Já está se tornando habitual o pedido de renúncia de membros do alto escalão da diretoria do Londrina ao vivo nos microfones da Rádio Paiquerê AM. Ontem foi a vez do vice-presidente de futebol Persius Sampaio entregar o cargo perante os microfones da emissora. Em maio deste ano, o ex-presidente Carlos Alberto Garcia discutiu com os radialistas e renunciou.
O motivo: as duras críticas feitas pelo conselheiro do clube, o advogado Mauro Vioto. Em entrevista à emissora, ele acusou Sampaio de tramar a saída do cardiologista Luís Carlos Miguita do departamento médico do clube. Também disse que não era correto um empresário de jogadores Sampaio é ser dirigente e o acusou de se favorecer do cargo para colocar seus atletas em evidência. Vioto foi procurado pela reportagem, mas não foi encontrado. O celular dele estava desligado e ele ficou a tarde toda fora de seu escritrório.
Imediatamente Sampaio ligou para a emissora e comunicou sua decisão de deixar o clube. ''Entrei com a proposta de ajudar nas contratações e começo a escutar essas coisas. Não preciso disso. Infelizmente o pessoal quer que o Londrina seja dirigido por pessoas de outro ramo que não seja o futebol. No passado recente isso já aconteceu e deu no que deu'', desabafou Sampaio. ''Gosto muito do Miguita'', emendou. O cariologista, que há mais de 20 anos presta serviços ao clube dará sequência ao seu trabalho.
Chateado, Sampaio garantiu não ter nenhum jogador dele no clube e não tem a intenção de colocar. ''O Márcio Santos que eu iria trazer e pagar metade do salário dele, graças a Deus, acertou com o São Bento. Desses jogadores que estão aí não contratei nenhum''.
O presidente Agostinho Miguel Garrote disse que deixará o cargo vago. Ele também foi atacado por Vioto, que queria explicações sobre um suposto dinheiro referente à venda de Élber ao futebol europeu no valor de 50 mil euros e sobre documentos da outra passagem de Garrote pela administração do clube que, segundo o conselheiro, teriam sumido.
''Todo o dinheiro do Londrina está contabilizado no movimento do caixa à disposição do sócio e do conselheiro'', defendeu-se Garrote, que preferiu não comentar as declarações.

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