A vitória da França na final da Copa do Mundo de 1998 supera o aspecto puramente esportivo, pois vai dar aos franceses confiança em si mesmos, ambição e unidade, segundo a imprensa francesa.
‘‘Antes mesmo que o árbitro apitasse o fim da partida, a França tinha ganhado algo mais precioso que uma simples Copa, embora seja do Mundo: uma imagem no espelho bela e firme’’, diz o jornal Le Figaro. ‘‘Nesta festa das nações, a França tinha uma missão secreta, dar uma lição de confiança, ambição e unidade aos franceses. E estes se entusiasmaram (...) Sim, há futuro para a confiança, a ambição, a unidade... e não só nos estádios’’, completou o Le Figaro.
O jornal Libération diz que ‘‘a consagração do grupo mentalizado para ganhar por Aimé Jacquet (o técnico) se une à esperança de sair do longo túnel da depressão econômica, e à necessidade de escapar à cinza rotina cotidiana. A mística da vitória é esta: na façanha, o campeão representa todos os demais, sua vitória é uma comunhão’’.
L’Humanité estima que a França ‘‘viu seu reflejo nesta aplicada e fraternal equipe de jogadores de todas as cores’’, que constitui uma bofetada a ‘‘certa idéia de nacionalismo odioso e detestável’’.
L’Equipe afirma que ‘‘no futuro tudo será diferente, pois a França entrou ontem no restrito círculo das nações que ganharam a Copa do Mundo de futebol’’.(FP)

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