A seleção feminina de vôlei encerrou ontem o período de treinos no Brasil e seguiu à noite para Los Angeles, onde permanecerá por dois dias até a viagem ao Japão. A equipe tentará o inédito título do Campeonato Mundial, que será disputado de 3 a 13 novembro. ‘‘Estamos na maior expectativa, o trabalho foi bem executado e a equipe tem demonstrado muita disciplina tática’’, analisou o técnico Bernardinho.
Ele só anunciará o time titular no Japão. Para Bernardinho, o atual time do Brasil está amadurecido e tem tudo para não repetir 94, quando ficou com o vice-campeonato. ‘‘Temos que melhorar apenas na recepção e no entrosamento’’, disse, lembrando que o Brasil tem que se apresentar com destaque e competência nos três jogos da primeira fase, contra Rússia, República Dominicana e Alemanha, na cidade de Matsumoto. Se obtiver a classificação, viajará depois para Nagoya. ‘‘É fundamental vencer bem no início para adquirir moral e confiança.’’
Bernardinho disse que o Brasil não deverá encontrar dificuldades contra a Alemanha e a República Dominicana, mas voltou a ressaltar que a seleção da Rússia será uma adversária difícil. ‘‘É uma equipe muita técnica.’’ Ele também considera a seleção do Japão uma das favoritas ao título. ‘‘Elas jogam em casa, com o apoio da torcida.’’ De acordo com o técnico, o título do Grand Prix, conquistado recentemente em Hong Kong, servirá para que o Brasil imponha mais respeito às outras candidatas ao ouro no Japão.
As veteranas Fernanda Venturini e Ana Flávia acreditam que o Mundial do Japão represente a última etapa das duas pela seleção. ‘‘Esse time já chegou ao ápice e tem tudo para conquistar o título’’, disse a levantadora Fernanda. A atacante Ana Flávia, casada há 8 anos e com mais de 15 anos dedicados ao vôlei, quer ser mãe depois do Mundial. ‘‘Temos todas as condições de chegar à final’’, disse. ‘‘Depois, vou querer viver um pouco mais para mim e minha família’’, acrescentou.
Após o treino de ontem à tarde, no Centro de Educação Física do Exército, na Urca, zona sul, a atacante Leila elogiou a preparação do time e disse também estar muito confiante numa ótima campanha do Brasil. ‘‘Há um companheirismo muito grande na equipe, que é homogênea em talento e técnica’’, declarou.
Numa prova de que existe união entre as jogadoras, as eventuais reservas Fofão, Raquel e Érika repetiram ontem o discurso cauteloso que adotaram desde a convocação. ‘‘Se puder entrar para ajudar, vou estar sempre pronta’’, disse Fofão.
Masculino - O técnico da seleção masculina, Radamés Lattari, tem mais dois dias para decidir quem serão os 12 jogadores que irão ao Japão. Os últimos treinos da semana servirão para a Comissão Técnica avaliar os que estão em melhores condições. Radamés vai cortar um atacante de ponta, um de meio e um oposto. A decisão final pode ficar com o departamento médico, por causa de problemas de contusão. Max está voltando de uma contusão no ombro, Roim teve dores no pulso, Itápolis no calcanhar e Nalbert no ombro. Todos, entretanto, estão treinando normalmente.

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