Conquista do Tetra faz sete anos hoje
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segunda-feira, 16 de julho de 2001
Agência Estado De São Paulo 
No dia 17 de julho de 1994, a seleção conquistava seu quarto título mundial. Com elenco contestado, com esquema tático polêmico e sob o comando de uma dupla de treinadores muito criticados, a mística da camisa amarela se impôs sobre a tradição da Squadra Azzurra na final disputada no Estádio Rose Bowl, nos Estados Unidos. Sete anos depois, o Brasil perdeu prestígio, não é mais o líder do ranking da Fifa, não tem time definido e ainda corre o risco de ficar fora da Copa de 2002.
A seleção brasileira que voltou a festejar um título, depois de 24 anos de espera, não foi brilhante. Mas também não decepcionou e se aproveitou de Romário em grande fase. Além disso, a Argentina ruiu, depois de Maradona ter sido flagrado no exame antidoping, e a Alemanha foi um fiasco. A Espanha sucumbiu em momento de decisão e a Itália dependeu do enorme talento de Roberto Baggio, que a traiu apenas ao chutar para fora o último pênalti, na decisão.
A trajetória brasileira não foi tumultuada. A estréia, em 20 de junho, terminou com vitória de 2 a 0 sobre a Rússia, no Estádio de Stanford, na abertura do Grupo 2. Romário e Raí marcaram. Quatro dias mais tarde, Romário, Márcio Santos e Bebeto construíram os 3 a 0 sobre Camarões, no mesmo local. O time, já classificado, deu uma relaxada no empate de 1 a 1 com a Suécia, no dia 28, em Detroit. Romário fez o gol.
A vitória de 1 a 0 sobre os Estados Unidos, nas oitavas-de-final foi difícil e veio só aos 29 minutos do segundo gol, com Bebeto. O adversário nas quartas foi a Holanda, devidamente superada por 3 a 2 (Romário, Bebeto e Branco). Romário derrubou a Suécia na semifinal - 1 a 0.
Na decisão, Brasil e Itália repetiram o duelo de 1970. No México não faltaram gols (4 a 1 para Pelé, Tostão e Cia), mas em Los Angeles foram 120 minutos de jogo de duas defesas sólidas. As redes só balançaram, nos pênaltis Brasil 3 a 2.


