Porto Alegre - O presidente da Conmebol, Nicolas Léoz, afirmou ontem que não cogita fazer alterações no regulamento e no sistema de disputa da Copa Libertadores para o ano que vem. O torneio deste ano contou com 38 clubes, incluindo dois do México, país afiliado à outra confederação, a Concacaf que representa Américas Central e do Norte, além do Caribe.
''Ainda pretendo me reunir com os presidentes das federações de cada país, mas não vejo motivos para mudar nada para o próximo ano'', disse Léoz, durante evento num hotel de Porto Alegre. Léoz disse também que não vê problemas no fato de o torneio ser decidido pela segunda vez consecutiva por duas equipes brasileiras.
Antigamente, times de um mesmo país se enfrentaram nas primeiras fases de mata-mata para que não chegassem juntos à decisão. Foi por isso que Palmeiras e Corinthians, por exemplo, se encontraram nos torneios de 1999 e 2000 antes da final. ''A maioria dos participantes considerou que não existe problema de dois clubes do mesmo país disputar a final, já que, com este regulamento, os times que chegam à final são os melhores do torneio'', disse Léoz.
Marco Aurélio Cunha, que representou a diretoria do São Paulo no evento da Conmebol, concordou com o presidente da entidade. E disse que estava torcendo para que a final fosse contra o Internacional.
''Como brasileiro, nunca escondi minha torcida para que fosse uma decisão nacional, ainda mais em se tratando do Inter, um clube muito semelhante ao nosso no que diz respeito à estrutura. Tenho certeza que o vencedor representará muito bem o futebol brasileiro no Mundial de Clubes do Japão'', disse o superintendente de futebol do São Paulo. (Agência Estado)

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