Confusão preocupa a Microcamp de Londrina
Os torcedores que foram a São Paulo assistir à partida do Grêmio contra o Mackenzie por pouco não tiveram que voltar para casa sem ao menos entrar no ginásio do Parque Antártica. Os dois primeiros ônibus foram recebidos a pedradas pelos torcedores do Mackenzie.
Não bastasse isso, o dono da Microcamp, Elói Tuffy, patrocinador do Mackenzie, fez o possível para tumultuar ainda mais o ambiente. Com dois seguranças que o seguiam a todo o momento, e segurando um pacote cheio de ingressos, ele dizia que ninguém iria entrar no ginásio a não ser que pagasse R$ 50,00. Eu queria que não viesse ninguém, alardeava ele. Alertado de que em Londrina havia duas franqueadas de sua empresa e isso poderia repercutir mal no Paraná, Tuffy foi enfático: Não preciso de Londrina, disse ao assessor de esportes da Prefeitura de Londrina, Paulo Vicente.
O incidente com proprietário da Microcamp chegou a preocupar o dono da franqueada de Londrina, Ivan Denna. Um amigo meu ouviu numa rádio, durante a transmissão, sobre a possibilidade de torcedores quererem promover alguma retaliação contra a minha escola e eu fiquei preocupado. Era só o que me faltava. Eu sou londrinense e torço pela equipe daqui e minha empresa é apenas uma franqueada, não apito nada na área de marketing da Microcamp, disse Denna.
Segundo ele, ontem Elói Tuffy ligou e comentou sobre a confusão. Mais calmo, disse que o problema em São Paulo foi gerado porque a Microcamp havia adquirido 1.500 ingressos e o Mackenzie outros 1.500. Como, teria explicado Tuffy, a capacidade do Parque Antártica é de 3 mil pessoas, não haveria lugar para a torcida londrinense.
Apesar das explicações, a verdade é que os torcedores londrinenses só puderam assistir ao jogo devido a intervenção de diretores do Grêmio, da Paraná Esporte, da Confederação Brasileira de Basquete e até de Hortência, que coordena o projeto de basquete feminino no Paraná.Mário CésarDestemperoElói Tuffy no ginásio do Palmeiras: Não preciso de LondrinaDa Redação





