São Paulo - O árbitro Flávio Rodrigues Guerra jurou não ter dado a ordem para encerrar a partida entre Corinthians e Portuguesa, sábado, no Pacaembu, aos quatro minutos do segundo tempo, após um dilúvio que caiu sobre a capital paulista.
''Não houve erro. Eu dei a informação de que iríamos suspender temporariamente o jogo para esperar a chuva diminuir. A Portuguesa seguiu a orientação, o Corinthians eu não sei. Eu fiquei no vestiário esperando, a Portuguesa ficou aquecendo, agora se eles (Corinthians) estavam com fome e quiserem tomar banho, problema deles'', disse o árbitro, rebatendo as acusações de que teria feito a lambança de liberar os atletas dos dois times sem antes seguir o procedimento padrão: esperar.
O capitão corintiano Chicão e o goleiro Felipe, porém, garantiram ter ouvido da boca do árbitro que o duelo estava encerrado por falta de condições do campo. Já o capitão da Lusa, César Prates, não deu entrevistas no sábado e não comentou o assunto. A reclamação corintiana foi que os jogadores já estavam de roupa de passeio e prontos para deixar o estádio, seguindo as orientações do próprio árbitro.
Mas tiveram de voltar ao gramado, depois de quase duas de paralisação, para continuar o jogo contra a Portuguesa, que terminou 1 a 1. Todos tinham se alimentado, como fazem após os jogos, e a comissão técnica alegou que voltaram pesados e sem o aquecimento ideal para o campo. ''Foi um absurdo o que fizeram. Mostra o amadorismo do futebol. Não há o que fazer agora, a Federação é soberana'', diz o dirigente corintiano Mário Gobbi.
O árbitro, no entanto, admitiu que recebeu uma ligação do presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marcos Marinho, após a interrupção do jogo. Mas negou que tenha mudado de ideia depois de conversar com o chefe. ''O jogo estava apenas interrompido e recebi a recomendação de esperar por uma hora. Não me falaram nada sobre falta de datas para continuar o duelo outro diz'', explicou Guerra.
A FPF, contudo, temia não encontrar data para realizar o restante do jogo, já que Corinthians e Lusa estão na Copa do Brasil. A diretoria corintiana, por sua vez, se exime de culpa pela debandada de quase 60% dos torcedores (cerca de 14.300), que deixaram o Pacaembu depois de ouvir pelo alto-falante que o jogo estava encerrado. Foi uma orientação da PM, após ter conversado com o árbitro.
Já a partida entre Santo André e Marília, que não teminou no sábado por causa da chuva, deveria continuar ontem, segundo o regulamento da FPF. Mas a entidade resolveu remarcá-lo para outra data, ainda indefinida. O jogo de sábado, em Santo André, foi interrompido aos 23 minutos do primeiro tempo. Naquele momento, o time da casa vencia por 1 a 0.

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