CONFUSÃO EM CIANORTE - CAC/Lusa ameaça processar policiais
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segunda-feira, 06 de agosto de 2007
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O técnico do CAC/Portuguesa, Walbert Martins, o Knário, não comandou o treino do seu time ontem à tarde. Ele tinha outro compromisso. Foi a uma clínica de Londrina fazer um exame para comprovar possíveis traumas consequentes de agressões. O exame faz parte do processo por danos morais e físicos que o clube promete dar entrada contra policiais militares de Cianorte.
O treinador e o presidente da Lusinha, Amarildo Vieira Martins, alegam que houve excesso de força no procedimento policial após o tumulto no fim do jogo entre a equipe cambeense e o Cianorte, no Noroeste, pela sexta rodada da Copa Paraná. ''Nunca vi um negócio como aquele. Não foi excesso, foi superexcesso. Vamos processá-los. Isso não pode ficar desse jeito'', protestou o cartola.
Nos minutos finais da partida, o atacante Marcão se desentendeu com um maqueiro e foi expulso. Knário reclamou intensamente e também foi excluído pelo árbitro Edemar Paris. Foi quando começou o tumulto. ''Dei um 'migué' ali no campo pra ganhar tempo porque já estava com 48 minutos do segundo tempo. Depois saí do campo, mas não sou obrigado a ir para o vestiário, como queriam os policiais'', contou Knário.
Segundo o treinador, um sargento de nome Cavalcante seria o responsável pela ação. ''Ele falou que eu o desacatei e queria me colocar no camburão, aí o pau comeu. Eram oito policiais contra mim'', continuou o treinador. ''O cara (o sargento Cavalcante) pode ser bom sargento para as ações na rua, no dia-a-dia, mas não para eventos esportivos''.
De acordo com o Termo Circunstanciado que foi lavrado na 3 Cia. do 11º Batalhão da Polícia Militar de Cianorte, Knário teria desrespeitado os policiais e os chamado para a briga. Com o tumulto, Martins teria descido das tribunas do Estádio Albino Turbay e também teria ofendido os policiais. Os dois foram, então, detidos. O técnico foi autuado por desacato a autoridade, desobediência e resistência à prisão. Já o cartola, por perturbação do serviço policial e provocação de tumulto. Eles ficaram detidos até à madrugada de ontem.
O capitão Elias Ariel de Souza, da PM de Cianorte, considerou normal a ação e descartou qualquer tipo de excesso por parte dos policiais. ''O treinador não acatou às ordens policiais, ofendeu um policial de forma ostensiva e evadiu-se na primeira ação, escondendo-se no ônibus do clube'', ralatou o capitão. ''Eu determinei que ele (Knário) fosse submetido a um exame de corpo de delito que deu resultado negativo, significando que a ação foi adequada e que eles não sofreram agressão alguma'', negou o policial.
Já Martins deu outra versão ao exame. ''Havia um médico, o Knário e seis policiais coagindo ele no momento do exame. É claro que o Knário falou que não tinha nada'', questionou.
A súmula da partida ainda não havia sido disponibilizada pela Federação Paranaense de Futebol (FPF) em seu site oficial até o final da tarde de ontem.


