Confusão é a tônica do Estadual
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A partida não realizada entre Iguaçu e Nacional é apenas mais um capítulo do bagunçado Campeonato Paranaense. Faltando somente três rodadas para o final da primeira fase, os torcedores convivem com partidas adiadas, resultados pendentes e batalhas judiciais.
Problemas que começaram antes da bola rolar, com a disputa de Engenheiro Beltrão e Toledo por uma vaga, o que causou o adiamento de uma partida na primeira rodada. E, devido à participação das equipes paranaenses na Copa do Brasil e Libertadores, outros cinco jogos tiveram que ser remarcados pela Federação Paranaense de Futebol, que elaborou a tabela sem o cuidado de evitar datas coincidentes com as demais competições.
Para piorar a situação, como não existem muitos dias livres para realizar as partidas adiados, chegou-se ao absurdo de obrigar o Paraná a jogar duas vezes no intervalo de 24 horas. Fato que acontece novamente esta semana, com o Tricolor indo a campo amanhã, diante do Iguaçu, e na quinta-feira, contra o Roma.
Como se não bastasse aos dirigentes submeter a equipe à rotina exaustiva, a Justiça Desportiva irá julgar o clube por não cumprir as leis trabalhistas, obrigando seus atletas a disputar dois jogos sem respeitar o intervalo legal de descanso.
A desorganização atingiu o ápice no último sábado, no jogo em que a Portuguesa Londrinense perdeu para o Coritiba, no Pinheirão. A partida foi iniciada sem policiamento, algo que impediria sua realização caso o árbitro Adriano Milczinski seguisse o regulamento.
Os poucos policiais que garantiram a segurança de equipes, torcedores e trio de arbitragem só chegaram ao estádio no final do primeiro tempo. Isto sem falar no jogo J. Malucelli 1 x 1 Adap Galo, que segue sub-júdice (vai a julgamento na quinta-feira) um mês depois de sua realização. Situações tão corriqueiras que justificam plenamente o desinteresse do torcedor pelo Estadual.


