O Londrina reencontra a Chapecoense hoje, às 15 horas, no Estádio Índio Condá, em Chapecó (SC). Será o terceiro confronto entre as equipes nesta Série D do Campeonato Brasileiro. Desta vez, porém, o jogo vale muito mais para o Tubarão do que para os catarinenses.
O esdrúxulo regulamento da Série D prevê que dos dez times que disputam esta terceira fase, oito se classificam para as quartas-de-final: os cinco vencedores dos duelos e mais três equipes por índice técnico, somando as outras duas fases. Como tem até agora a melhor capanha do torneio com 17 pontos, junto com o Macaé-RJ, a Chapecoense já está garantida no mata-mata que definirá os quatro times que sobem para a Série C em 2010.
Já o Londrina vive situação bem diferente. O Tubarão é dono da segunda pior campanha entre os dez times. Tem 12 pontos, à frente apenas do Sergipe. Assim, vencer o jogo desta tarde é fundamental para avançar.
O técnico Gilberto Pereira não acredita que o adversário irá diminuir o ritmo para se poupar e armou um time mais defensivo, com o objetivo de não levar gols. Ele confia que, com um bom resultado em Chapecó, o time consegue a classificação no jogo de volta, dia 13, no Estádio do Café.
Um empate com gols já estaria de bom tamanho. Uma vitória então, melhor ainda. Para isso, há um tabu que já dura mais de um ano em jogo. A Chapecoense não perde atuando no Estádio Índio Condá desde abril do ano passado, quando apanhou de 6 a 0 do Avaí, pelo Catarinense. O Londrina, entretanto, é o único time que bateu a equipe de Chapecó nesta Série D.
O técnico Gilberto Pereira, que terá que cumprir suspensão e não ficará no banco, fará três alterações na equipe em relação ao jogo contra o São José, sábado passado. O volante Geandro será improvisado na lateral-direita, já que Warley e Renaldo não agradaram. No meio, Douglas cumpre suspensão e dá lugar a Sílvio, que atuará pela primeira vez ao lado de Wilson. ''A gente se entende muito bem, não vai ter problemas. O Wilson é um jogador que me completa muito. É muito comunicativo'', disse Sílvio.
A terceira alteração é a entrada de Danielzinho no ataque, na vaga que foi de Jonhes em Porto Alegre. O ex-titular deixou o clube.
Para o baixinho habilidoso, o time não pode só se defender hoje. ''Vai ser difícil, aquela pressão danada. Mas temos que marcar firme, principalmente a bola parada, e atacar. Não podemos só nos defendermos'', disse Danielzinho.
Na Chapecoense, o clima é de decisão também. Apesar de já classificado, o técnico Mauro Ovelha quer manter a melhor campanha. Porém, ele terá vários desfalques para o jogo.

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