Conflito no Bahrein põe GP em risco
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - As manifestações por reformas políticas no Bahrein ameaçam desfalcar o calendário do Mundial de F-1, que neste ano pela primeira vez tem 20 GPs programados. A abertura da temporada está marcada para o dia 13 de março no emirado islâmico do golfo Pérsico, mas a onda de protestos cancelou a rodada dupla da GP2 asiática, que aconteceria hoje e amanhã.
Detentor dos direitos comerciais da F-1, Bernie Ecclestone já cogita o cancelamento do GP. ''Vamos tomar uma decisão na terça ou quarta'', afirmou o dirigente.
Questionado se sente condições para realizar a prova, Ecclestone foi direto: ''Se as coisas permanecerem como estão hoje, a resposta é não''.
O diretor-executivo do circuito do Bahrein, Shaikh Salman bin Isa Al Khalifa, divulgou nota oficial ontem. ''Nossa prioridade agora é garantir o bem-estar de todos os envolvidos com a F-1, e vamos responder adequadamente a qualquer evolução.''
Os últimos treinos da pré-temporada também estão marcados para o Bahrein entre os dias 3 e 6 de março.
O reagendamento de testes não é tão difícil, mas trocar o local de uma corrida a menos de um mês de sua data prevista é uma operação bastante complicada.
As equipes já enviaram equipamentos para o Bahrein, o que torna quase impossível que o GP de abertura do Mundial aconteça no próximo dia 13 em outro circuito.
O chefe da Virgin, John Booth, afirma que, se o Bahrein não tiver condições de abrigar a corrida, o Mundial deve começar na Austrália, originalmente o segundo GP do ano, no dia 27 de março.
''Nosso frete marítimo, como o de todas as outras equipes, saiu um mês atrás e grande parte desses equipamentos é vital para o funcionamento dos carros'', afirmou Booth à BBC. ''Então correr em qualquer outro lugar seria muito difícil.''
Piloto da GP2 e de testes da Lotus, o brasileiro Luiz Razia deixaria o Bahrein ontem.


