Conflito esquenta clima no Corinthians
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quinta-feira, 16 de setembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Às vésperas do clássico de domingo contra o São Paulo, as coisas esquentaram no Corinthians e não foram poucas as notícias ruins para o técnico Tite ontem. Primeiro, Fábio Costa e Rubinho ameaçaram brigar durante o treino. Depois, a diretoria comunicou oficialmente não ter dinheiro para contratar reforços, nem mesmo da Segunda Divisão. Por fim, o zagueiro Valdson continua cabisbaixo, sem coragem para dar entrevistas.
O comportamento ainda é consequência das falhas no jogo de domingo passado, contra o Atlético Paranaense, quando teve participação decisiva nos três gols do clube paranaense, que venceu por 3 a 1. No treino de quarta-feira, Valdson foi escalado entre os reservas e, quase que imediatamente, surgiu um silencioso movimento entre os seus amigos jogadores tentando recolocá-lo como titular.
Enquanto Tite treinava jogadas de bola parada, às suas costas, um conflito se instalava no treino. Os goleiros estavam treinando. Tiago chutou uma bola forte e Jonatan espalmou, Rubinho deu um carrinho para alcançar o rebote e fazer o gol. Fábio Costa não gostou da entrada do jogador e o provocou: ''Manera (sic) neste carrinho'', disse, ríspido, a Rubinho.
''Fui na bola para fazer o gol como se fosse em um jogo'', respondeu o reserva. ''Se fosse comigo você não entraria desse jeito'', retrucou Fábio Costa. ''Como não? Algum problema? Vai encarar?'', perguntou Rubinho. ''Vem para cima'', deu o tom final Fábio Costa já andando em direção ao oponente.
Foi preciso o preparador de goleiros Jorge Azevedo separá-los. Mas a provocação continuou. Fábio Costa passou a aplaudir ironicamente Rubinho. O reserva devolveu as palmas. O titular tirou as luvas e foi tomar água para se acalmar.
''Eu não tenho satisfação para dar à imprensa. Vocês só me procuram quando acontece alguma confusão envolvendo o meu nome'', disse, irritado, Rubinho. Fábio Costa, já acostumado com situações tensas, estava calmo com a situação.
''Não foi nada. Isso é normal em um grupo de homens'', disse o goleiro. Só que não é bem assim. Os dois ficaram sem se falar. Vários jogadores mostraram irritação ao saber da confusão. Mas não quiseram manifestar de que lado ficaram no confronto.


