A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) mais uma vez agiu politicamente: o finlandês Mika Hakkinen foi declarado, ontem, em Londres, o vencedor do GP da Áustria, disputado dia 16, mas sua equipe, a McLaren, perdeu os dez pontos da vitória no Mundial de Construtores e ainda foi multada em US$ 50 mil. O computador do carro de Hakkinen não tinha nenhum programa que a FIA já não conhecesse. A punição ocorreu por causa da falta do selo da entidade nesse computador, conforme manda a regra.
A solução encontrada pela FIA tinha já precedentes. No GP do Brasil de 1995, Michael Schumacher, com Benetton, e David Coulthard, Williams, primeiro e segundo colocados, mantiveram seus pontos na prova, mas seus times não somaram nada entre os construtores. As duas escuderias usaram gasolina regular, como foi agora o caso dos programas do computador da McLaren de Hakkinen, mas a mostra de combustível recolhida do tanque na Benetton e da Williams não conferia com a analisada previamente pela FIA. A reconfirmação da vitória de Hakkinen e a retirada dos pontos da McLaren é o melhor resultado que a Ferrari poderia esperar.
Se o finlandês fosse desclassificado, Coulthard ficaria com 54 pontos na classificação, e não 50, como agora. Ele seria o vencedor do GP da Áustria. Michael Schumacher segue líder da temporada, com 56. Com os dez pontos a menos, a McLaren cai para segundo no campeonato dos construtores e a Ferrari reassume a primeira colocação, com 98 pontos, diante de 88 do time inglês. Norbert Haug, diretor da Mercedes, sócia da McLaren, já anunciou que não irá recorrer da decisão.
Esta semana será decisiva para Hockenheim, onde domingo ocorrerá mais uma etapa do Mundial de Fórmula 1. Com grande tradição no circo, o circuito pode até ser substituído como sede do GP germânico para os próximo anos, caso apareça uma possibilidade mais rentável para as partes envolvidas. No entanto, são grandes as possibilidades de que um novo contrato seja assinado entre o todo-poderoso da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, e a Hockenheimring GmbH.
Peugeot – A indústria francesa confirmou ontem que abandonará a Fórmula 1. Alain Prost já está procurando quem possa lhe fornecer motores. Toda a estrutura da Peugeot foi vendida para o grupo Asia Motor Technologies (AMT), que cederá o V-10 francês para a Arrows a partir de 2001. Motivo alegado pela Peugeot: altos custos da F-1.

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