Confiante, torcida palmeirense comemorava título
São Paulo, 26 (AE) - Faltando pouco menos de duas horas para o início da partida entre Palmeiras e River Plate, pela semifinal da Libertadores da América, a festa era totalmente palmeirense. As ruas que circundam o estádio do Parque Antártica estavam tomadas pelos torcedores brasileiros que festejavam e comemoravam uma possível classificação da equipe. Casais de namorados, crianças com seus pais estavam presentes para acompanha a partida. " É o único jogo para trazer mulher. Se fosse contra o Corinthians, nem eu viria." O único problema que a Polícia Militar foi relativo a venda de ingressos falsificados.
A torcida do River Plate também estava presente no estádio. Entre 200 e 300 argentinos vieram ao Brasil para a partida e segundo o Coronel Villar, do 2º Batalhão da Polícia de Choque, houve um esquema especial para esses torcedores. "Os argentinos entraram pelo portão da Avenida Matarazzo. Como os brasileiros foram muito bem recebidos em Buenos Aires, a diretoria do Palmeiras pediu um esquema para mantê-los em segurança."
Cerca de 30 torcedores do River Plate foram colocados nas arquibancadas numeradas, mas por pouco tempo. Devido o perigo de confronto, a Polícia Militar resolveu transferir os torcedores argentinos para o espaço reservado para a torcida adversária.
Uma grande quantidade de ingressos falsos foram encontrados nas mãos de torcedores que reclamavam por não ter conseguido entrar para assistir o jogo. "Comprei o ingresso da mão de um cambista. Era mais caro e acabei saindo prejudicado", reclamava um torcedor palmeirense. O Coronel Villar disse que, segundo informações, os ingressos poderiam estar sendo vendido no Terminal Rodoviário da Barra Funda. "Recebemos essa informação e já mandamos uma patrulhar ao local para realizar a fiscalização."
Com relação as brigas e tumultos a entrada dos torcedores era tranquila. A Polícia Militar, que contou com um policiamento efetivo composto por 200 homens, sendo 120 dentro do estádio e 100 nas imediações, teve de conter os torcedores que se aglomeravam na entrada do Parque Antártica. "Seguramos um pouco o pessoal por aqui para que não aja tumulto nas catradas", explicou um policial militar. A Polícia Militar tinha a preocupação com os torcedores que não conseguissem entrar no estádio. "O ideal para o Parque Antártica seria colocar a venda apenas 28 mil ingressos", disse o Coronel Villar. Na rua Turiassú, a bateria da torcida Império Verde faziam a batucada enquanto os torcedores gritavam e cantavam músicas de provocações aos outros times de São Paulo.
"É lógico que vai ter alguns corintianos por ai, mas não tem problema. Seremos campeão e iremos para o Japão " disse um torcedor com a mascara do Mister M. A torcida do Palmeiras só tinha um motivo para reclamar. A extinta torcida organizada Mancha Verde distribuiu panfletos como um informativo reclamando da maneira tendenciosa como a imprensa noticiou os jogos anteriores, contra o Corinthians e Vasco da Gama.
As críticas mais severas era dizia respeito ao locutor da Rede Globo, Galvão Bueno. O panfleto dizia que "nas últimas transmissões só não percebeu a imparciabilidade do narrador, quem era retardado". A equipe da Rede Globo sofreu ameças quando entrava no estádio e os torcedores ameaçaram virar o carro em que estava o comentarista Arnaldo César Coelho e Galvão Bueno. Como precaução, dois policiais militares ficaram na porta da cabine da TV Globo para evitar problemas.





