Uma certeza domina o técnico Egil Olsen, da Noruega: não há necessidade de modificar um time que vem ganhando. A vitória contra o Brasil despertou uma confiança até exagerada na equipe, que se julga em condições de vencer a Itália, às 11h30 de hoje, no Estádio Vélodrome, em Marselha, abrindo as oitavas-de-final da Copa do Mundo. ‘‘Se vencemos o campeão do mundo dessa forma, por quê mudar?’’, pergunta o treinador.
Olsen confia na rapidez dos passes a partir do meio-de-campo e, principalmente, na habilidade do atacante Tore Andre Flo. Os elogios ao jogador são efusivos. ‘‘Ele é habilidoso tanto com a bola nos pés como na cabeça’’, analisa. Andre Flo apóia a manutenção do esquema tático por se sentir um privilegiado. ‘‘Como sou o único a jogar na frente, posso variar a colocação em campo’’, disse. ‘‘Tenho liberdade também para tentar o drible, como fiz no primeiro gol contra o Brasil.’’
Olsen está usando seus conhecimentos obtidos na universidade de esporte em Oslo, onde aprendeu a fazer simulações em computador com todos seus adversários, para definir a equipe que enfrenta a Itália. ‘‘Será uma partida em que o vencedor será o time que errar menos’’, acredita.
Egil Olsen foi o responsável pela formação de um time disciplinado, fechado na defesa (quatro atrás e cinco no meio-de-campo) e rápido para executar sua principal jogada de ataque: lançamento aéreo para a cabeçada do atacante Flo.

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