Confiante, capitão da seleção deixa o hospital
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de março de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Nalbert deixou ontem o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, um dia após a operação no tendão do ombro esquerdo. Bastante otimista, o capitão da seleção brasileira de vôlei fez questão de dizer que vai participar da Olimpíada de Atenas. ''A cirurgia foi um sucesso. Os médicos me disseram que a lesão foi maior que o esperado, mas continuo confiante numa rápida recuperação. O guerreiro está ferido, mas não está morto. Sei que não terei tempo de chegar 100% em Atenas, mas vou estar lá'', disse Nalbert assim que recebeu alta.
A Olimpíada será em agosto e o prazo de recuperação estimado pelo ortopedista Sérgio Checchia é de quatro a oito meses. Acompanhado da mãe, Dilce, e da namorada, Rachel Martins, o jogador recebeu alta por volta das 10h30. Mas só saiu do hospital às 13h30, após almoçar e assistir aos programas esportivos na tevê. Depois, ficou o dia em repouso absoluto. ''Não fiz nada, só tirei os curativos do ombro. Mas amanhã (hoje) começo a fazer alguma coisa leve.''
Antes da cicatrização do local, que normalmente ocorre em seis semanas, Nalbert iniciará um trabalho de fisioterapia. Depois, cuidará da parte física, com musculação. ''O ombro direito não está enferrujado, só o esquerdo ficará quietinho. O resto vai estar em dia'', garantiu.
Segundo o jogador, o técnico da seleção brasileira, Bernardinho, conversou ontem com todos os médicos. ''Ele sempre sabe de tudo. Independentemente do risco de não ir à Olimpíada, ele estará sempre do meu lado.''
Nalbert só volta para o Rio de Janeiro, onde mora, na sexta-feira, porque terá uma consulta com Sérgio Checchia nesse dia. Em São Paulo, ele ficará hospedado em um hotel com a namorada.
Antes da lesão, Nalbert pensava em abandonar as quadras depois de Atenas e encerrar a carreira no vôlei de praia em Pequim/2008. Agora, está revendo os planos. ''Não contava com essa operação. Se não for a Atenas, não quero passar por mais um ciclo olímpico de quatro anos, ficar tanto tempo longe de casa. Quero cuidar da minha vida, descansar mais. Mas se estiver bem daqui a dois, três anos, não descarto a possibilidade de disputar a Olimpíada de 2008 nas quadras. Trazer uma medalha olímpica é meu sonho'', disse ele, que não conseguiu nenhuma em Atlanta/96 e Sydney/2000.


