Imagem ilustrativa da imagem Conexão Londrina-Japão



A inclusão de cinco novas modalidades nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, aumentam as esperanças de medalhas para o Brasil e a participação de londrinenses no maior evento esportivo do planeta. Em pelo menos três delas, o País possui campeões mundiais e atletas de ponta, como no surfe, no skate e no caratê. Além dessas modalidades, o beisebol/softbol e a escalada serão as novidades no Japão.
Em Londrina, houve muita comemoração em especial pela volta do beisebol/softbel e pela estreia do caratê, duas modalidades tradicionais na cidade. Por meio da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), o município já foi palco de várias competições internacional de beisebol e softbol. A sede atual do clube possui uma estrutura completa, com vários campos oficiais. No final de agosto, a Acel sediou o campeonato brasileiro de softbol, o que coloca Londrina com uma referência nacional na modalidade.
A nova geração do caratê londrinense tem três atletas na seleção brasileira e um deles, Vinícius Figueira, desponta como um dos candidatos a brigar por vaga e medalha em Tóquio. "Até então, todo atleta tinha como meta ser campeão mundial. A partir de agora, abre-se um novo foco", ressalta o técnico Marcelo Oguido. "Meu projeto olímpico começou no dia seguinte ao anúncio. Os meus atletas têm que acreditar que eles podem estar lá".
Figueira, 25 anos, é o segundo do ranking mundial no kumitê até 67 quilos e garante foco total a partir de agora para chegar aos Jogos na Terra do Sol Nascente. "Muda-se o objetivo, já que ser campeão olímpico é o máximo na vida de qualquer atleta".
Terceiro colocado na Liga Mundial do ano passado, o atleta acredita em uma maior valorização da modalidade a partir de agora e que a vaga olímpica vai incentivar as novas gerações. "O caratê sempre esteve no circuito sul-americano, pan-americano e europeu. Faltava só o olímpico", revela. Sobre a preparação, o lutador acredita que está no caminho certo. "Eu já treino para ser campeão mundial, então não tem muito o que mudar", afirmou Figueira, que começou no caratê com 11 anos.
Se para alguns ainda não será possível competir em Tóquio, a inclusão do caratê no programa olímpico garante motivação e empenho para quem está começando. "É o sonho de cada atleta. Quem não quer disputar uma Olimpíada?", questiona Enzo Kakitsuka, 13 anos, e titular da seleção brasileira sub-14. "Quem sabe em 2024", projeta.
Para Arthur Menezes, 20, integrante da seleção sub-21, a inclusão da modalidade nos Jogos Olímpicos muda tudo. "A evolução dos atletas vai acontecer muito mais rápida e, sobretudo, os mais jovens terão melhores condições". Além disso, o efeito Olimpíada já mostra os seus primeiros sinais. "Teve pai que venho conversar comigo para saber com quantos anos o filho poderia começar a treinar caratê", comentou o técnico Oguido.
O trabalho comandado pelo treinador conta com 200 atletas, desde a base até lutadores de ponta. O projeto é contemplado com R$ 120 mil/ano, por meio do Fundo Especial de Incentivo a Programas Esportivos (Feipe), da Fundação de Esportes de Londrina (FEL).

mockup