Lúcio Horta
De Londrina
O contraste entre os centros de treinamento da Seleção Brasileira – Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) e a Associação dos Funcionários Municipais de Londrina (AFML) – e os das outras seleções que vão disputar o Torneio Pré-Olímpico, em Londrina, é imenso. Enquanto de um lado prevalece o cuidado com o gramado e o zelo com as condições de estrutura física, de outro fica evidente que ainda há muito o que melhorar. Isso às vésperas da chegada das delegações a Londrina.
Um exemplo é o local onde ficará a seleção do Chile, que chega à cidade na próxima segunda-feira. A equipe estará treinando no PSTC/CEEB (Paraná Soccer Techinical Center, Complexo Educacional Esportivo do Brasil), escola de futebol localizada em Cambé. Ali, o gramado está alto e apresenta formigueiros. Também não há marcações no gramado e falta rede nova nas traves do gol.
Apesar disso, o professor de educação física Silvio Fonseca, que trabalha no local, aposta que não haverá maiores problemas. Ele argumenta que o gramado será aparado pouco antes da chegada da delegação chilena e estará em boas condições; e que não está prevista a utilização dos vestiários pelos jogadores. ‘‘Eles virão vestidos para o treino e, depois, voltarão para o hotel’’, afirma.
No Grêmio Esportivo Cacique – localizado na zona sul de Londrina –, onde ficará a delegação da Venezuela, a situação do gramado se repete, com alguns buracos, grama alta e formigueiro. ‘‘Vieram dois homens da prefeitura aqui esta semana ver o que falta fazer. Mas não tenho muita informação’’, contou ontem de manhã o funcionário Luiz Carlos Ciofi.
Já na Escola de Futebol Nichika do Brasil, onde ficará a Colômbia, que chega amanhã, o campo está em melhores condições. ‘‘É a manutenção normal’’, explica Sidmar Martins, presidente do Nichika. Ele destaca, no entanto, que o pedido da organização foi para utilizar apenas o campo de futebol – onde há um vestiário. Os demais equipamentos da escola (piscinas, academia de ginástica) não serão liberados. ‘‘O fax era específico, não posso liberar o resto’’, diz.
Alguns problemas, no local, são evidentes. O vestiário, por exemplo, é muito acanhado: falta pintura, não tem azulejos, conta com apenas uma ducha e a porta está com a tranca arrebentada. ‘‘Se eles (a organização) quiserem melhorar, está liberado’’, destaca Martins.
De todos os centros de treinamento, o do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que vai receber a seleção do Equador, é o que está melhor preparado. Apesar da falta de alambrados, o gramado é bom, tem poucas formigas, e o vestiário está preparado. O cuidado com o local, no entanto, poderá ter um preço: Rodrigues disse esperar ter uma ‘‘contrapartida’’ da prefeitura pela cessão do campo. ‘‘Pedimos postes, um pedaço de asfalto e outras melhorias’’, disse.
Rodrigues argumenta que o benefício é válido porque, enquanto o campo do Iapar estiver ocupado com a seleção equatoriana, a associação não poderá alugá-lo – e, portanto, estará perdendo receita.
Organização – Humberto Maccagnan Júnior, responsável pelos centros de treinamento da comissão organizadora do Pré-Olímpico, e funcionário da recém-criada Fundação de Esportes de Londrina, argumentou que não houve pedido especial das delegações que estão chegando a Londrina. ‘‘Ao contrário da CBF, não houve exigência. Apenas o Chile pediu alguma coisa e foi providenciado.’’
Sobre o material que será levado para os CTs – tinta, redes novas etc –, Júnior afirmou que está esperando apenas a prefeitura liberar o material para instalá-los nos locais. Em relação ao vestiário da Nichika, ele disse que combinou com o clube usar outro, próximo da piscina. ‘‘Mas vamos confirmar’’, observou. No caso da grama do Cacique, admitiu que a organização pecou em não mandar um caminhão-pipa para o local. Júnior acrescentou que a solicitação do Iapar deverá ser decidido pelas secretarias de Administração ou Obras.Às vésperas da chegada das delegações estrangeiras para o Pré-Olímpico em Londrina, muita coisa ainda tem que ser feita
Fotos: Mario CesarCampo da Cacique, onde ficará a Venezuela: buraco e formigueiroGarotos jogam bola no PSTC, o campo do Chile: gramado altoIrrigação no campo do Iapar, que receberá o Equador: o melhorEM MANUTENÇÃOFuncionário corta a grama no Nichika, onde ficará a Colômbia

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