Condição física de Kaká é uma incógnita
Johannesburgo - O Brasil sempre dependeu do talento de seus jogadores para chegar ao topo do futebol mundial. No jogo de estreia da Copa do Mundo, Robinho se sobressaiu no 2 a 1 sobre a Coreia do Norte. Neste domingo, contra a Costa do Marfim, a expectativa é de que Kaká mostre mais do que na última partida. Mas, pelo que o meia vem fazendo nos treinos, não se pode esperar uma grande atuação dele.
Kaká está lento, não consegue dar suas tradicionais arrancadas, parece inseguro. Desde que começou as atividades com o grupo em Curitiba, em maio, ele despontou como uma incógnita para o Mundial.
O silêncio da comissão técnica e a nítida dificuldade do atleta para se movimentar em campo, distribuir as jogadas e partir em direção ao gol deixam dúvidas quanto à sua utilidade no Mundial. Ele mostra desconforto nas atividades abertas à imprensa - cada vez mais raras - e nas entrevistas coletivas. O Kaká descontraído e irreverente de outrora deu lugar a um jogador sério e contido.
Em maio, a promessa dos auxiliares de Dunga era de que Kaká chegaria em ótimas condições para estrear no Mundial. Não foi o que se viu contra a Coreia do Norte. Ele perdeu bolas fáceis, fez lançamentos errados e, embora tenha se esforçado, não lembrou o Kaká de anos atrás.
Kaká sofre de uma pubalgia (inflamação do púbis) crônica e tem de tratar do problema sistematicamente. Ele pode voltar a jogar como em 2007, mas isso requer trabalhos específicos, incluindo sessões diárias de fisioterapia, e uma condição física favorável, da qual não dispõe agora, por causa de lesões musculares recentes que o deixaram fora de vários jogos do Real Madrid na temporada. (A.E.)





