Comprovada fraude de árbitro carioca
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quinta-feira, 13 de abril de 2000
Por Michel Castellar 
Rio de Janeiro, 14 (AE) - A situação está cada vez mais complicada para o árbitro Jorge Fernando Rabello, da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), que é acusado de falsificação da carteira de identidade para ingressar no quadro internacional da Fifa. O delegado-adjunto da Delegacia de Defraudações do Rio, Ademir de Oliveira, responsável pelo inquérito, apresentou os requerimentos enviados ao Instituto Félix Pacheco (IFP) que comprovam a fraude.
Segundo o delegado, os requerimentos comprovam a falsificação porque possuem impressões digitais idênticas. Neles
além da data de nascimento, também existem diferenças na filiação do árbitro. Pelo primeiro documento, Rabello nasceu em 11 de dezembro de 1958, seu pai se chama Manuel e a mãe Berenice. No segundo, a data de nascimento é 11 de dezembro de 1962 e no nome dos pais aparecem Manoel, com "o", e Berenise, com "s".
Jorge Rabello recusa-se a falar com a imprensa e seu advogado, José Roberto Diniz, acusa o IFP de ser conivente com a falsificação e nega qualquer envolvimento de seu cliente. Ele explicou que o documento verdadeiro é o datado de 11 de dezembro de 1958 e afirmou que Rabello, além de desconhecer a falsificação, jamais a utilizou. Se for considerado culpado por crime de falsidade ideológica, o árbitro pode cumprir pena de cinco anos de detenção.
As suspeitas de que algo estava errado apareceram quando Rabello recusou convite da Fifa em 99, para integrar quadro internacional de árbitros da entidade, apesar de estar dentro do limite de 40 anos de idade, já que teria nascido em 1962. Na ocasião, descobriram que o juiz havia ingressado no Sindicato Brasileiro de árbitros de Futebol apresentando documento com data de nascimento de 1958, posteriormente trocado por outro, datado de 1962.


