Comportamento 'guerreiro' de Tevez valeu por um time
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domingo, 16 de outubro de 2005
Agência Estado 
A maior torcida do Estado, aquela que aglutina a parte mais sofrida da população, tem muito o que comemorar. Graças ao atarracado - 1,70m e 75 quilos - argentino Carlos Alberto Tevez, um belo jogador de futebol. Alguém que rompeu ontem a última barreira de desconfiança que pudesse haver sobre seu futebol. Desconfiança das outras torcidas, porque a sua ele conquistou desde o anúncio da contratação.
Em seu nono clássico, finalmente Tevez fez um gol. E justamente contra o Palmeiras, o maior rival. Um gol que vale tanto contra os outros 22 que havia marcado nas 42 partidas anteriores. Só como comparação, Roger e Rosinei, os vice-artilheiros do Corinthians têm 11 gols cada.
Foi um golaço. Com vinte minutos, Tevez tocou de esquerda para a frente, deu um corte lateral para a direita, deixando Daniel para trás. Mais um toque que tornou inútil a chegada de Marcinho Guerreiro e o complemento para o gol.
Mas não é apenas pelo gol que Tevez fascina a torcida. Seu comportamento guerreiro também. Ontem, por exemplo. Sofreu muitas faltas, como sempre. Em duas delas, Daniel e Roger levaram cartões amarelos.
E a cada falta se levanta, sem reclamar. No final do jogo, para decepção de quem deseja ouvir um lamento, ele diz que tudo foi normal. ''Foi uma grande partida. Clássicos são assim mesmo, há um número maior de faltas. Mas o mais importanté é que os jogadores não foram violentos, não deram um exemplo ruim para a torcida.''
Os torcedores corintianos reconhecem quem lhes dá futebol e suor. Muitas vezes, historicamente, preferem o suor. Com Tevez, têm os dois. Ontem, gritavam alucinados a cada dividida, a cada drible, trombada, ou o que fosse. Os erros eram perdoados.


