Vitória de Zonta em 2017 foi a última de um paranaense no circuito pé-vermelho
Vitória de Zonta em 2017 foi a última de um paranaense no circuito pé-vermelho | Foto: José Mário Dias/Divulgação/10-09-2017

A trajetória de vários pilotos paranaenses se confunde com a história da Stock Car, que em 2019 completa 40 anos e se confirma cada vez mais como a principal categoria do automobilismo brasileiro.

Em um ano de comemoração, a Stock Car desembarca esta semana em Londrina para a disputa da quarta etapa da temporada no domingo (9). O Paraná será o único Estado que irá receber três provas da categoria este ano. Além do Autódromo Ayrton Senna, a Stock Car terá corridas em Curitiba e Cascavel.

Ao longo de quatro décadas, 35 paranaenses correram na categoria e conquistaram 32 vitórias. O maior vencedor foi Ângelo Giombelli, com 14 triunfos, que lhe garantiram o tricampeonato entre 1991 e 93. O outro título do Paraná foi conquistado por David Muffato, em 2003. “Foi um ano perfeito. As coisas encaixaram entre o meu desempenho, o do carro e a equipe. Até o que deu errado acabou dando certo”, relembrou o piloto, que atuou na Stock entre 2000 e 2013.

O atual grid da Stock Car conta com três paranaenses: Ricardo Zonta, Julio Campos e Gabriel Casagrande. “Eu voltei para o Brasil para correr de Stock Car, em um momento em que a categoria estava no seu ápice de sucesso. Gosto da categoria e de tudo que conquistei nela”, afirmou o curitibano Ricardo Zonta, com um currículo de 181 provas na Stock e cinco vitórias.

A paixão pelo automobilismo transferida de pai para filho também é uma marca do Paraná na sua relação com a Stock Car. Pelo menos três clãs familiares têm a sua história escrita ao longo dos anos na categoria.

A família Marques foi representada pelo pai Paulo e pelos filhos Thiago e Tarso. A família Sperafico teve na Stock os irmãos Rodrigo e Ricardo, primos de Rafael, que faleceu em acidente na categoria de acesso à Stock Car, em 2007, em Interlagos. Já a família Muffato teve como grande expoente David Muffato.

Os londrinenses também deixaram a sua marca na categoria. Sidney Franchello disputou cinco provas em 1982, e Clemente Tagliari correu na primeira disputa da Stock em Londrina, em 1992, ano da inauguração do autódromo. O último londrinense a correr foi Henrique Favoretto, que participou de 16 corridas entre 2004 e 2005.

Atualmente, o representante de Londrina na categoria é o paraibano Valdeno Brito, que se mudou para a cidade há 13 anos. “Estou na 16ª temporada na Stock e isso é motivo de orgulho. E não só por ter chegado e permanecido, mas me mantido competitivo. Me sinto em casa em Londrina, que é uma cidade apaixonada por corrida”, afirmou Brito, que já disputou 227 provas na categoria e ganhou uma Corrida do Milhão, em 2008.

Para quase todos que vivem o mundo da velocidade, o sucesso da Stock Car ao longo das décadas se deve às competitividade da categoria e ao nível dos pilotos. “Temos pilotos de carreira internacional formando o grid, com profissionais experientes e grandes equipes. Tudo isso forma uma grande engrenagem de sucesso”, apontou Zonta.

David Muffato elogia a categoria, mas cobra a volta do sistema de disputa multimarcas. “Acredito que se tivéssemos mais fábricas envolvidas, duas ou três opções de motores, aliadas aos pilotos excepcionais que a categoria tem, a atratividade seria muito maior”, frisou.

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