Competição pode entrar para o Guinnes
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de maio de 2005
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
A Fundação de Esportes de Londrina (FEL) investiu pouco mais de R$ 10 mil em um torneio de futebol com grandes possibilidades de ser conhecido como a mais longa competição a ser disputada ininterruptamente no mundo. Pelo menos esta era a expectativa do diretor-técnico da entidade, Ariobaldo Friselli, na noite de ontem, quando por volta das 19 horas ainda era disputado o 65º jogo, de um total de 68 rodadas da categoria masculina, do 1º Torneio do Dia do Trabalhador.
Planejado para ser disputado de forma ininterrupta, o torneio começou às 14 horas de sábado e, até o fechamento desta edição, às 21 horas de ontem, ainda não havia terminado. Foram reunidos no Estádio do Café 75 times (69 masculinos e seis femininos), representando bairros de toda a cidade, e mais de 1,4 mil jogadores. Friselli estima que nenhum jogo foi assistido por menos de 300 pessoas, num total de mais de três mil espectadores.
Os confrontos iniciais foram definidos em sorteios e, a partir daí, os times que perdiam estavam fora. Cada partida durava 20 minutos e, em caso de empate, o número de escanteios favoráveis definia o vencedor. Persistindo a igualdade, os times se dirigiam a uma trave montada em um dos cantos do gramado, fora do campo, para a disputa por penalidades. ''Desta forma, não precisamos interrromper os jogos para os penâltis'', explicou Friselli.
A distribuição de prêmios, todos também em homenagem ao dia do trabalhador, foi farta. Entre a platéia, foram sorteados televisores, aparelhos de DVD, bicicletas, relógios e celulares. Aos times vencedores seriam distribuídos jogos de camisas, jantares para até 25 pessoas e bolas.
Premiados Às 18h30, foram definidos os primeiros homenageados: Léo, goleiro do Mister Tomas, havia sido escolhido o melhor na posição, e Beto, meia do Cafezal, o destaque do torneio. A torcida do Cambezinho foi premiada por ser a mais animada e a com maior presença no estádio.
O tamanho do torneio preocupava os organizadores, que temiam que muitas partidas pudessem terminar em W.O. (quando um dos times não comparece para o jogo). No entanto, só uma desistência foi registrada.
Muitos jogadores, por sinal, sequer aparentavam cansaço e mostravam satisfação por poderem jogar no Estádio do Café. ''Foi uma maravilha, entrar e jogar aqui pela primeira vez. É muito lindo'', disse o lateral-direito do time da Nova Conquista, Wellerton, servente de pedreiro nas horas vagas. ''Jogamos a primeira vez ontem (sábado), às 21 horas, e depois hoje (ontem), por volta das 6 horas da manhã. Nem deu sono ou cansaço'', afirmou o centroavante João Marcos, que também joga na Portuguesa Londrinense.
Ainda hoje, o diretor da FEL deve iniciar uma pesquisa para saber se o 1º Torneio do Trabalhador de Londrina é realmente o maior já disputado. ''Depois vamos procurar saber quais são os procedimentos do Guinnes Book para registrar um recorde. Jogamos bola por mais de 30 horas e isso tem que ser registrado'', disse.


