O paraatleta que disputa os Jogos Paraolímpicos de Sydney encontra na competição uma série de melhorias em relação às outras Paraolimpíadas. A Vila Olímpica é considerada por muitos que já estiveram em outras competições do gênero, como a melhor e mais bem equipada. A facilidade do acesso compensa as distâncias, mas a modernidade dos equipamentos é o que mais chama a atenção. Outro fato inédito é o público que deve acompanhar as principais competições. Os 110 mil ingressos para a cerimônia de abertura foram comercializados há mais de um mês e os locais de provas devem receber bom público. Para a cerimônia de encerramento, dia 29, também não há mais ingressos. Até segunda-feira foram vendidas 820 mil entradas.
No aspecto técnico, a evolução também foi muito boa. A maioria das competições só terão atletas com índice homologado pelo Comitê Internacional. Em Sydney, o exame anti-doping começou antes mesmo do início das Paraolimpíadas. É a primeira vez em que os atletas são testados fora de competição desde 1960, em Roma. Até o fim dos Jogos serão examinados 600 dos quatro mil atletas portadores de deficiência que competem em 18 modalidades. A delegação brasileira começou a se apresentar para os testes ainda em Canberra, cidade que o País escolheu para aclimatação e treinos. Nenhum resultado de atleta brasileiro deu positivo. (M.F.)