Competição é uma prova para as medidas de segurança
Berlim - A Copa das Confederações é uma excelente oportunidade para as autoridades alemãs testarem em grande escala as medidas de segurança previstas para a Copa do Mundo, ainda que a natureza e os riscos das duas competições sejam distintos. Ao contrário dos ingressos para a Copa do Mundo, os da Copa das Confederações não terão um dispositivo eletrônico, mas os espectadores serão revistados para evitar que entrem nos estádios com armas.
No interior dos estádios, a entrada para as tribunas estará marcada por diferentes cores, para evitar qualquer possibilidade de encontro entre torcedores rivais. Também está prevista a vigilância com câmeras de vídeo não só nos estádios, mas nas estações ferroviárias e no centro das cidades, onde serão instaladas telas gigantes para transmissão dos jogos do Mundial. Policiais à paisana serão mobilizados para agir em casos de incidentes. Equipes de socorro geral, instaladas em lugares estratégicos, serão acionadas em casos de catástrofes naturais.
O Ministério alemão do Interior criou um Centro Nacional de Informação e Cooperação (CNIC) encarregado de recolher as informações e passá-las às autoridades regionais e federais alemãs e às autoridades judiciais e policiais da Europa (Europol).
Não haverá medidas excepcionais para esta edição da Copa das Confederações, que deverá ser acompanhada por cerca de 700 mil espectadores, dos quais 50 mil estrangeiros, número bem inferior aos 3,5 milhões que irão para o Mundial de 2006.
O pacote de medidas anunciado em maio pelo ministro alemão do Interior, Otto Schily, para a Copa de Mundo, prevê inclusive uma suspensão temporária do Acordo de Schengen (livre trânsito de cidadãos europeus) para um possível retorno do controle das fronteiras. (France Presse)





