São Paulo - Apagado e sem ritmo nos dois jogos do Corinthians pela Copa Libertadores, Ronaldo desembarcou calado e cercado por seguranças ontem, no retorno a São Paulo. Desde o empate por 1 a 1 com o Independiente de Medellín, em Bogotá, tem sido blindado das críticas por elenco e comissão técnica alvinegros.
Bastante assediado na chegada ao Aeroporto de Guarulhos, o Fenômeno ignorou os microfones. Foi o único do elenco que não deu declarações, mesmo após o bom resultado obtido fora de casa.
A sensação é de que Ronaldo ainda não estreou na Libertadores. As explicações dos companheiros variam. Falta de sequência de partidas, retorno de lesão e circunstâncias dos jogos foram alguns dos motivos apontados para o mau momento vivido pela principal esperança alvinegra na competição. ''Ele é um jogador fenomenal e, quando não marca gols, ajuda os outros a fazerem'', defendeu Elias.
Assim como havia feito o técnico Mano Menezes um dia antes, o presidente Andrés Sanchez minimizou as atuações decepcionantes do Fenômeno. Chegou a dizer que Ronaldo vem mantendo a mesma média do ano passado. Mas a verdade é que os números não confirmam isso. Nos seis jogos em que esteve presente em 2010, Ronaldo fez apenas um gol, em janeiro, contra o Mirassol, no empate por 1 a 1 pelo Campeonato Paulista.
A principal estrela do desembarque foi Dentinho, cada vez mais perto de voltar a ser titular no time de Mano. Autor de um golaço na Colômbia, o camisa 17 tentou frear a euforia da imprensa. ''Fenômeno é o Ronaldo. Eu ainda tenho que correr atrás e fazer muitos gols antes de me tornar titular'', disse o atacante.

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