Companheiros de seleção, rivais na decisão
Curitiba - Eles têm a mesma idade, nasceram em Londrina, fizeram escolinha de futebol no mesmo lugar, são companheiros de seleção brasileira Sub-20 e hoje estão de lados opostos. Destaques de seus times, o ala/armador Fernandinho e o lateral-direito Rafinha trocam um pouco o companheirismo pela rivalidade de Atlético e Coritiba, respectivamente.
Ambos tiveram base na mesma equipe, o PSTC, que costuma revelar bons jogadores ao Atlético, como o meia Kléberson, o volante Alan Bahia, o atacante Dagoberto e o armador Jádson. Apesar de um começo parecido, Fernandinho foi quem ''apareceu'' primeiro à grande mídia.
O rubro-negro, aos 15 anos, já despontava como um jogador habilidoso e veloz no PSTC. O Furacão foi o caminho natural para o atleta, que, mesmo atuando na lateral-direita, foi artilheiro do Campeonato Paranaense de Juvenis em 2002. A confirmação veio no ano seguinte, quando foi campeão com a seleção brasileira Sub-20. Fernandinho marcou o gol do título, aos 43 minutos do segundo tempo. Ele cabeceou para fazer o único gol da partida contra a Espanha, nos Emirados Árabes.
No ano passado, juntamente com Jádson, foi uma das principais peças na campanha do vice-campeonato do Atlético. Além de versátil Fernandinho costuma alternar entre a ala-direita e o meio-de-campo , o jogador provou ser um bom articulador, principalmente em contra-ataques, o que o levou novamente à seleção Sub-20, vice-campeã do Sul-Americano deste ano. Foi quando atuou pela primeira vez ao lado do amigo e rival Rafinha.
O lateral do Coxa despontou no futebol profissional do Coxa no ano passado, quando Jucemar cedeu lugar ao então jovem promissor. E Rafinha não perdeu a oportunidade, foi garantindo um lugar no time, que até então tinha na esquerda, com Adriano, uma referência no setor. Sua ascensão foi tão rápida que logo os torcedores acabaram aceitando a saída de Adriano.
O jogador coxa-branca ganhou projeção ainda maior durante o Sul-Americano Sub-20 disputado na Colômbia, no início do ano. Rafinha, aliás, foi quem mais deu assistências para os gols brasileiros, inclusive para os atleticanos Evandro e Fernandinho. No retorno, passou um tempo se recuperando de desgaste físico e hoje é uma das grandes apostas do Coritiba na busca pelo tricampeonato. Prova disso foi o gol de número 500 em Atletibas, marcado na semana passada, e que logo mais garante ao Alviverde a vantagem de jogar pelo empate na Kyocera Arena. (C.Y.)





