COMO VALEU!
VISÃO DE JOGO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
ROBERTO ASSAF<br>[email protected] 

O cenário começou assustador: aos 26 minutos, o Vasco já havia realizado duas substituições por causa de contusões - Juninho e Reginaldo - e tomado dois gols. Mas graças a uma determinação incontrolável, e aos gritos alucinados de mais 56 mil torcedores presentes, alcançou o empate de 2 a 2, um bom resultado, levando-se em conta a tragédia terrível que se anunciava.
Na realidade, o duelo contra o Santos, ontem à noite no Maracanã, foi sobretudo um reflexo das posições dos clubes na tabela.Um desesperado para escapar do rebaixamento. Já o outro, tranquilo, tendo o privilégio de escolher como poderia conduzir a partida. Logo, não seria absurdo afirmar que a afobação acabou sendo a grande inimiga do Vasco no drama que viveu diante do Peixe - que praticamente deu adeus ao sonho da vaga na Libertadores.
Aos oito, Juninho sofreu lesão muscular ao cobrar falta, e deu lugar a John Cley. Aos 20, Reginaldo também saiu machucado, substituído por André. Aos 23, Bruno Peres acertou belo chute de fora da área para abrir o placar. Aos 26, Gustavo Henrique escorou de cabeça, à direita, após cobrança de falta de Montillo: 2 a 0. O Vasco até conseguiu achar um gol, aos 28, quando Edmilson aproveitou sobra da zaga. Mas o panorama não mudou. Tanto que o Santos continuou criando oportunidades. E não seria exagero se tivesse liquidado ainda no primeiro tempo.
O Vasco voltou disposto a reagir. Mas a necessidade de fazê-lo mantinha a situação da partida inalterada, o time carioca partindo para cima, ameaçando o adversário, e o paulista restrito apenas aos contra-ataques. Aranha praticava ótimas defesas, a melhor em conclusão de Marlone, e o Santos não aproveitava os espaços que os cruz-maltinos deixavam na retaguarda. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Aos 32, André bateu rasteiro no canto direito, a bola bateu caprichosamente na trave e entrou: 2 a 2.
O time vascaíno continuou brigando pela vitória, correndo sem tréguas, apesar do cansaço já aparente, principalmente de Marlone. O esforço, no entanto, não foi em vão, dado que com a derrota do Fluminense para o Corinthians o time ficou fora do Z4. E a luta continua. Quanto ao Santos, resta arrumar a casa para 2014






