Wanderley Luxemburgo considera encerrado o ‘‘caso Marcelinho’’ e desde ontem assumiu uma missão que ele entende ser bem mais complicada: convencer psicologicamente os demais jogadores do Corinthians de que o time independe de sua principal estrela para continuar na liderança do Campeonato Brasileiro e eventualmente conquistar o título. ‘‘Agora, eu estou pensando nos outros 24 jogadores do grupo e não no Marcelinho’’, disse.
As armas de Luxemburgo são as conversas, em grupo e em particular, com alguns atletas, e, principalmente, os números do campeonato. No dia em que afastou Marcelinho, momentos antes do clássico com o São Paulo, Luxemburgo disse, na palestra aos jogadores, que eles não deveriam lamentar a ausência de Marcelinho porque era como se ele estivesse suspenso da partida.
Agora, o treinador tem lembrado insistentemente que o time venceu quando não contou com Marcelinho, contra São Paulo e Ponte Preta, e ficou cinco partidas consecutivas sem ganhar (derrotas para Cruzeiro, Santos, Palmeiras e Flamengo e empate com o Goiás) com Marcelinho em campo. ‘‘Já ganhamos sem ele e já perdemos com ele’’, disse Luxemburgo.
O treinador assumiu todo o trabalho de mentalização dos jogadores. A psicóloga Suzy Fleury, do Corinthians e da seleção, está acompanhando o caso à distância. O jogador continua isolado do grupo, treinando em separado. Ontem, ele exercitou-se pela manhã e os demais jogadores, à tarde.
Luxemburgo já escolheu os substitutos de Marcelinho, até então capitão do time, artilheiro (15 gols) e cobrador oficial de faltas, pênaltis e escanteios. O novo capitão é o zagueiro Gamarra. Rincón deve cobrar as penalidades. Ricardinho, o novo batedor de escanteios, deve cobrar as infrações de curta distância e Batata, de longa distância.

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