Comitê Rio-2016 assumirá reformas
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quinta-feira, 07 de janeiro de 2016
Folhapress 
Rio - Depois de um impasse que se arrastava desde 2013, foi decidido que o Parque Aquático Julio Delamare e o ginásio do Maracanãzinho serão reformados para os Jogos Olímpicos. As reformas custarão R$ 44 milhões. Elas eram de responsabilidade da Concessionária Maracanã S.A., que detém a concessão do estádio e é liderada pela Odebrecht e AEG, como contrapartida pela exploração comercial da arena, mas serão assumidas pelo Comitê Rio-2016. O comitê pagará pela obra com recursos obtidos via lei de incentivo fiscal, estimados em R$ 300 milhões.
As intervenções começarão a ser feitas em fevereiro e devem ficar prontas até julho. Durante os Jogos, que acontecem em agosto, o Julio Delamare servirá de aclimatação e treinamento dos atletas de polo aquático, enquanto o Maracanãzinho sediará os jogos de vôlei.
Até então, sabia-se que as duas arenas precisavam de reformas para se adequar aos padrões olímpicos, mas havia um impasse sobre quem as assumiria. Isso porque o contrato do governo do Estado com a Concessionária Maracanã S.A. vem sendo renegociado desde 2013. Naquele ano, quando a concessionária assumiu o Complexo Maracanã, ela pretendia demolir o Júlio de Lamare, o Centro de Atletismo Célio de Barros, a Escola Municipal Arthur Friedenreich e o antigo Museu do Índio para construir estacionamentos e um shopping. Porém, após protestos, o então governador Sérgio Cabral (PMDB) desistiu da demolição.
Desde então, a concessionária diz que é necessário reavaliar economicamente o estádio. Na última segunda-feira, a empresa demitiu 75% de seus funcionários fixos.


