Comitê Olímpico quer incentivos fiscais
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quinta-feira, 02 de outubro de 1997
Agência Estado 
Estender a lei de incentivos fiscais à cultura para o esporte amador é a principal reivindicação que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) vai apresentar à Câmara dos Deputados no documento que começou a ser elaborado ontem e que vai representar o pensamento das entidades de direção nacional do desporto com relação à Lei Pelé. Os dirigentes que integram a comissão temporária constituída pelo COB querem também uma separação no projeto de lei entre o futebol e o esporte amador.
A comissão formada por Carlos Arthur Nuzman (presidente do COB), André Gustavo Richer (vice-presidente e secretário-geral do COB), Daniel De Marco (coordenador jurídico do COB), Roberto Gesta de Melo (presidente da Confederação Brasileira de Atletismo), Coaracy Nunes Filho (presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Ary da Silva Graça Filho (presidente da Confederação Brasileira de Volleyball) e Walcles Figueiredo Osório (presidente da Federação Brasileira de Vela e Motor) concluiu, no primeiro encontro, ontem, que a Lei Pelé trata muito das questões ligadas ao futebol e pouco dos assuntos relativos aos outros esportes.
O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta de Melo, disse que o futebol é um caso à parte no projeto, pela sua complexidade. A Confederação Brasileira de Futebol já está muito avançada na defesa dos seus interesses, observou. O COB vai apoiar o projeto, mas tentar melhorar a parte que diz respeito aos outros esportes.
Para Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, o Ministério Público não tem que se envolver com o esporte. Já temos muitas leis que regulam o esporte; o que falta é que elas sejam cumpridas.


