Comitê Olímpico nega intervenção em entidade
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, disse que não vai intervir na Confederação Brasileira de Judô (CBJ), como pediram judocas e dirigentes ontem, em reunião na sede do COB. Isso seria um desrespeito à carta olímpica, que rege o movimento olímpico, afirmou ele. Nuzman contou que, se houvesse a intervenção, o Brasil poderia ser suspenso de todas as competições internacionais. O COB só poderia agir caso a lei brasileira permitisse isso, o que não acontece.
Durante a reunião, Nuzman evitou críticas à CBJ e ressaltou que o COB vai procurar estabelecer a paz entre o presidente a Confederação e os judocas. Espero que eles deixem de lados suas diferenças para não afetar a preparação para a Olímpica de Sydney, afirmou. Na segunda-feira, Nuzman vai participar de outra reunião com os atletas e o presidente da CBJ, Joaquim Mamede Júnior.
Os integrantes da Comissão pela Mobilização do Judô (CMJ) descartaram qualquer tipo de entendimento com Mamede, o que criou um impasse. A própria CMJ não foi reconhecida por Nuzman oficialmente. Além disso, o presidente do COB demonstrou irritação com a presença na reunião de cerca de 40 atletas, que não tinham sido convidados para o encontro.
Os judocas realizaram uma manifestação na frente do prédio onde fica a sede do COB, na Rua da Assembléia, centro do Rio, mas foram impedidos de estender as faixas dentro do auditório.
Em um gesto simbólico, pedindo o fim da crise política no judô, os atletas entregaram suas medalhas olímpicas a Nuzman, que evitou recebê-las. Eles também entregaram um dossiê de acusações contra Mamede e um projeto de planejamento para a Olimpíada, que o presidente do COB prometeu analisar.





