São Paulo - A Federação Italiana de Vôlei recebeu ontem do comitê olímpico do país (Coni) a notificação sobre o resultado positivo para Canabis sativa (nome científico da maconha) do antidoping de Giba. Diante da confirmação do resultado do exame, feita após a realização da contraprova, o atacante brasileiro aguarda agora a definição da punição que lhe pode ser aplicada pela entidade.
Nesta semana deve ser marcada uma audiência para o anúncio da pena. O Coni não tem poder para suspender o atleta, mas sugere uma punição à federação, que normalmente acata a sugestão. Ele deve pegar de um a quatro meses de suspensão.
Giba, 26, reuniu-se ontem com seus advogados e representantes de sua equipe, o Ferrara. Foi decidido que o brasileiro não jogará nem fará pronunciamentos até que o caso seja encerrado.
Segundo o empresário do campeão mundial, Jorge Assef, a expectativa é ''otimista''. ''Ele está tranquilo, mas chateado com o que está acontecendo e com o fato de não ter o que fazer, não poder treinar e jogar'', afirmou Assef.
A maconha, encontrada no exame de Giba, não promove ganho de performance, mas consta da lista de substâncias proibidas do Comitê Olímpico Internacional.
O brasileiro teve resultado positivo em um exame realizado pelo Coni no dia 15 de dezembro.
Ontem, em seu primeiro jogo sem Giba após o anúncio do resultado do antidoping, o Ferrara foi derrotado pelo Modena, por 3 sets a 0, na Copa da Itália.

mockup