Comitê gasta R$ 1,2 milhão com marketing
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de outubro de 2000
Agência Folha De Sydney, Austrália 
Dos R$ 5,3 milhões investidos pelo Comitê Olímpico Brasileiro, neste ano, cerca de R$ 1,2 milhão está destinado para o marketing. Segundo o presidente da entidade, João Batista de Carvalho e Silva, o projeto tem uma verba de R$ 4 milhões do Instituto Nacional do Desenvolvimento do Desporto, R$ 1 milhão do Banco do Brasil e R$ 300 mil da Embratel.
Um dos investimento do dirigente foi a compra dos direitos de transmissão da Paraolimpíada. A exemplo de Atlanta-1996, uma equipe da TV Educativa do Rio foi convidada pelo comitê para gerar as imagens. Todos os custos com pessoal, aluguel de ilhas de edição e de satélite estão sendo bancados pelo comitê e chegam, segundo o dirigente, a cerca de R$ 340 mil. Silva afirmou também que a Rede Globo deve enviar uma equipe para a cobertura do evento.
Outra estratégia do comitê foi a gravação de um hino oficial com a dupla Chitãozinho e Xororó e a realização de um videoclipe, que custou cerca de R$ 36 mil. O plano do dirigente era produzir 5.000 cópias para distribuir entre as entidades para deficientes e tocar nas rádios.
Outras investidas do dirigente são a colocação de 750 outdoors em Natal, Recife, Rio de Janeiro, Niterói, Brasília e Campo Grande e o convite a jornalistas de 28 órgãos de imprensa para a cobertura da Paraolimpíada. Com esses números, o dirigente procura rebater as reclamações de alguns atletas da delegação. Eles afirmam que a ajuda de custo caiu de US$ 800 em Atlanta para US$ 400 em Sydney.


