Comissão técnica estreita relação com futebol daqui
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quinta-feira, 19 de outubro de 2000
Ed Carlos Rocha De Curitiba 
A confirmação de Émerson Leão como técnico da Seleção Brasileira serviu para estreitar um pouco mais a relação do futebol paranaense com o comando do selecionado nacional. A exemplo do coordenador técnico da Seleção, Antônio Lopes, que é o atual treinador do Atlético Paranaense e já dirigiu o Paraná Clube, Leão também já dirigiu o rubro-negro, além de ter tido uma rápida passagem pelo Coritiba.
Além dos dois, o ex-técnico da Seleção Brasileira, Wanderley Luxemburgo, também esteve no futebol paranaense. Em 96, ele comandou o Paraná Clube no Brasileirão, mas saiu antes da competição acabar.
A história de Leão com o futebol paranaense começou em 88. Ele assumiu o Coritiba para a disputa do Campeonato Brasileiro, apesar de Santos, Portuguesa e Sport também quererem contratá-lo. Ele veio para o Coritiba porque a família gostou muito da cidade, conta Antônio Carlos Xavier, que era o diretor de futebol do alviverde na época.
Mas a história de Leão no Coxa não foi das mais felizes. O treinador ficou quatro meses no comando do time. Na estatítica do clube, foram sete jogos, com uma vitória 1 a 0 sobre o Atlético Paranaense , dois empates e quatro derrotas. Segundo Antônio Xavier, Leão pediu demissão porque parte da imprensa não o aceitava.
Na outra passagem por Curitiba, Leão foi mais feliz. Ele assumiu o Atlético em janeiro de 96, no início do Paranaense. Ficou no comando do time por 22 jogos, conseguindo 15 vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas. Ele também comandou o time na Copa do Brasil, na qual, depois de boa campanha, foi eliminado pelo Grêmio. No Furacão, o treinador deixou a sua marca de ter um temperamento explosivo. Foi expulso de campo três vezes e também não agradou a boa parte da imprensa. Leão trocou o rubro-negro pelo Verdy Kawasaki do Japão atraído pelos dólares.


