Entre os 10 membros da comissão executiva do Comitê Olímpico Internacional que decidirão as cinco cidades finalistas na disputa para sediar a Olimpíada de 2.004, nenhum é sul-americano. Isso poderá representar uma desvantagem para Rio e Buenos Aires, embora os integrantes desta comissão costumem apenas acatar o que recomendam os delegados que visitam as cidades candidatas.
Nesta comissão, há representantes de Coréia, Bélgica, Suíça, Hungria, China, Estados Unidos, Canadá, Senegal, Austrália e Índia. Mais três representantes, um dos atletas, outro das federações internacionais e um terceiro dos comitês olímpicos nacionais também terão direito a voto. O presidente do COI, Juan Antonio Samaranch, integra a comissão, mas não poderá votar porque é espanhol e existe uma cidade do seu país candidata (Sevilha). Para Rod McGeoch, presidente do comitê organizador da Olimpíada de 2000, Samaranch é um ‘‘homem justo e honrado, que não faz jogo de influência nas votações sobre as cidades candidatas.’’ Segundo McGeoch, a primeira fase da eleição é menos importante do que a segunda, na qual 110 representantes dos comitês olímpicos nacionais dos países farão a escolha decisiva entre os cinco finalistas.
‘‘Na primeira votação, a decisão é mais técnica’’, explica McGeoch. Os finalistas serão decididos por sua capacidade de infra-estrutura, de organização durante a visita dos delegados e por tradição esportiva.’’ Na segunda fase, entra em jogo a política.

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