Comissão quer mercado livre de jogadores no Mercosul
Comissão quer mercado livre de jogadores no Mercosul14/Mar, 20:16 Por Silvio Bressan Brasília, 14 (AE) - A liberação total para a contratação de jogadores dos países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai) pode ser uma das novidades do relatório final da comissão que estuda a Medida Provisória 2.011 sobre os bingos e a administração dos clubes de futebol. Hoje os times brasileiros podem contar, no máximo, com dois estrangeiros, independentemente do país de origem. A idéia do vice-presidente da comissão, deputado Gilmar Machado (PT-MG), é apresentar uma emenda acabando com esse limite para os países do Mercosul. "Não tem nenhum sentido o futebol ficar de fora do Mercosul, que é um mercado livre para produtos e serviços", afirma. "Ou a liberdade é total ou é melhor acabar com o Mercosul", comenta o deputado. Na sua avaliação, nem mesmo o argumento de que é preciso preservar o mercado de trabalho para os jogadores brasileiros se justifica. "Se o mercado é livre para os outros trabalhadores, porque seria diferente para o jogador?", observa. "Além disso, os argentinos é que teriam mais motivos para reclamar, porque perderiam muitos jogadores." A liberação, entretanto, só valeria para o Mercosul. "Em relação aos jogadores de outros países, continuaria valendo o limite de dois para cada clube", esclarece o deputado. "Seria igual à comunidade européia, onde a circulação de jogadores é livre apenas para os países participantes", compara. A emenda do deputado ainda precisa ser incluída no relatório do senador Maguito Vilela (PMDB-GO) e, depois, aprovada na votação do texto final da comissão. "Não vejo problema nenhum", adianta o senador. Outra novidade no relatório final será o prazo de cinco anos para o jogador ficar com o seu passe. A Lei Pelé estabelecia dois anos, mas a MP havia ampliado para seis. Também já ficou definido que nenhum clube será obrigado a virar empresa, como exigia a Lei Pelé. O relator vai propor ainda que nenhuma empresa poderá ter a maioria das ações de mais de um clube. Como nenhuma das parcerias atuais com grandes clubes é feita nesses moldes, pouca coisa mudará.





