A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Nike irá convidar o presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, para depor. A data ainda não está marcada e os integrantes da comissão poderão se deslocar a São Paulo para tomar o depoimento de Farah. Na semana passada, ele anunciou que deixará o cargo até o fim do ano. A comissão ontem aprovou também a quebra dos sigilos fiscal e bancário de todas as 27 federações de futebol.
Parlamentares ligados a clubes até tentaram impedir a devassa nas contas das federações. O deputado Eurico Miranda (PPB-RJ), presidente eleito do Vasco, era um dos que, de início, se opunham à quebra do sigilo, mas acabou mudando o voto. O único que se manteve contrário à essa medida foi o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), irmão do presidente da Federação Gaúcha. O Banco Central ainda não remeteu à Câmara os dados sobre os sigilos já quebrados pela comissão: os da CBF e da empresa Traffic, e os de seus respectivos presidentes Ricardo Teixeira e José Hawilla.
SonegaçãoCom apenas quatro depoimentos e tendo recebido menos de 10% da documentação bancária e fiscal que solicitou, a CPI do Futebol no Senado já dispõe de dados mostrando que a sonegação e o desvio de dinheiro movimento pelo esporte no País superam todas as expectativas. De acordo com o presidente da comissão, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), ‘‘o rombo está muito acima do previsto’’, a ponto de levá-lo a constatar que ‘‘o futebol como atividade econômica, está na informalidade’’. ‘‘Não estamos tendo competência para auferir resultados sociais do futebol que movimenta milhões’’, alertou.

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