Comissão investiga suborno a árbitros
Albari RosaComplicadoO árbitro Nilton Dantas Louza é um dos que vão responder a inquérito aberto pela Comissão de Arbitragem A Comissão Estadual de Arbitragem da Federação Paranaense de Futebol (FPF), solicitou, ontem, ao presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da FPF, José Pacheco Neto, a abertura de um inquérito para apurar a possível ocorrência de corrupção, concussão ou prevaricação, envolvendo os árbitros Francisco Carlos Vieira e Nilton Dantas Louza. A solicitação feita pelos membros da comissão, Antônio Carlos Abrão, Wilson Raitani e Hans Neufeld, se deu em face dos graves erros cometidos por estes dois árbitros, com influência direta no resultado das partidas.
Francisco Carlos Vieria foi árbitro da partida entre Coritiba e Paraná Clube, no dia 1º de fevereiro e marcou um pênalti polêmico, aos 46 minutos do segundo tempo em favor do Coritiba. O tricolor vencia o jogo por 2 a 1. Nilton Dantas Louza apitou o jogo entre Atlético e Paraná Clube e também marcou um pênalti duvidoso aos 44 minutos do segundo tempo em favor do Paraná Clube. O Atlético vencia o jogo por 2 a 1.
Os membros da Comissão de Arbitragem também levantaram a suspeita de que os dois árbitros estariam sendo manipulados por pessoas ligadas à antiga direção da Federação. Além disso, há a suspeita de que estas mesmas pessoas estariam tendo acesso aos vestiários dos árbitros, antes dos jogos.
A presidência do Tribunal de Justiça Desportiva tem 15 dias para designar um relator para este inquérito. A partir daí serão ouvidos todos os envolvidos. Caso sejam acusados, os árbitros irão responder pelo artigos 284, 285 e 286, do Código Brasileiro Disciplinar do Futebol (CBDF). O primeiro e segundo artigo prevêem pena de um a dois anos de suspensão. E o terceiro artigo prevê pena de 120 a 360 dias de suspensão e até eliminação.
Ontem, o vice-presidente de futebol do Coritiba, João Carlos Vialli, afirmou que o Departamento Jurídico do clube vai pedir à Federação que o presidente em exercício do Atlético, Ademir Adur, diga na presença dos juízes do Tribunal de Justiça Desportiva da FPF o que sabe sobre um possível esquema para favorecer o Coritiba no campeonato (leia matéria do Atlético, nesta página).
Moura O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Leônidas Silva Filho, tem até hoje para prestar informações ao juiz Neuval de Quadros, do Tribunal de Alçada, sobre os motivos que o levaram a deferir o pedido de afastamento do presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Rolim de Moura, e posterior intervenção na entidade.
Moura entrou, através de seu advogado Eduardo Varela Garcia, com um agravo de instrumento, solicitando a suspensão da intervenção na Federação Paranaense. O juiz do Tribunal Alçada aguarda apenas a informação do juiz da 2ª Vara da Fazenda para poder julgar o agravo de instrumento. Quando ele tiver as informações irá julgar se o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública agiu corretamente ou não, disse Garcia.





