A proibição do uso de camisetas dos times de futebol e a realização de clássicos fora de Curitiba. Essas são algumas das sugestões da Urbs, a companhia que gerencia o transporte coletivo na Capital, para diminuir a violência fora de campo. No Atletiba do último domingo, realizado no Estádio Couto Pereira, o saldo do prejuízo para os cofres da Prefeitura de Curitiba foi calculado em R$ 50 mil.
Trinta e seis ônibus e uma estação-tubo foram depredados. Além disso, mais de 20 mil torcedores invadiram ônibus sem pagar passagem. ‘‘Esse foi um dos Atletibas que mais provocou prejuízos’’, avalia o diretor de transportes da Urbs, Euclides Rovani. Trinta e cinco torcedores, entre eles cinco menores, foram detidos pela Polícia Militar. O estudante Everson Messias da Silva, foi esfaqueado em frente ao estádio. Ele teve ferimentos leves e foi liberado do Hospital Cajuru.
Rovani afirma que o poder público precisa tomar providências para evitar incidentes como esse. ‘‘O maior problema é a insegurança da população. Mais de 500 mil pessoas utilizaram o transporte coletivo no domingo em Curitiba e elas acabam se sentindo reféns dos vândalos’’, diz. As sugestões da proibição do uso de camisetas dos times e a mudança de local para os clássicos foram encaminhadas à Câmara de Vereadores. O presidente da Casa, João Cláudio Derosso, promete formar uma comissão de vereadores para discutir soluções para a violência. ‘‘A idéia é ouvir todos os segmentos da sociedade e, inclusive, oferecer denúncia ao Ministério Público’’, conta. Derosso disse estar em contato com lideranças da Câmara e espera instalar a comissão a partir da próxima segunda-feira, quando os vereadores voltam ao trabalho.
Os prejuízos causados pela confusão dentro do Estádio Couto Pereira estão sendo contabilizados pelo Coritiba. De acordo com o presidente do clube, Francisco Araújo, os torcedores quebraram grades e banheiros. ‘‘Tem que dar um basta nisso’’, reclama. O clube deve divulgar hoje o total dos prejuízos e de quem ele vai ser cobrado.
O diretor do Atlético, Marcus Coelho, afirma estar indignado com as agressões contra a comissão técnica e a diretoria do clube no Couto Pereira. Segundo ele, havia pouca segurança no estádio. Coelho conta que apenas uma mureta separava o camarote, onde a diretoria do Atlético estava, das cadeiras dos torcedores do Coritiba. Segundo ele, os diretores foram agredidos. O presidente do Coritiba afirma que o número de pessoas no camarote do Atlético era o dobro do esperado. Araújo diz que pediu reforço à Polícia Militar para auxiliar os seguranças, mas que não era possível, pois os policiais já estavam distribuídos pelo estádio.

mockup