O projeto de Lei Pelé foi aprovado ontem na comissão especial da Câmara. A proposta substitui o passe dos jogadores de futebol por contrato de trabalho e cria a figura do clube-empresa para administração dos esportes profissionais, mas estabelece prazo para a implantação dessas mudanças. A proposta, que define novas regras de organização do esporte brasileiro, ainda deveria ser votada no plenário da Câmara ontem à noite. O projeto poderia ser modificado. Os líderes acertaram prazos de transição para dois dos mais polêmicos pontos da lei: o fim do passe dos jogadores de futebol e a transformação dos clubes em empresas. Os clubes terão dois anos para se adaptar às regras empresariais.
A aprovação na comissão só foi possível depois de uma ampla negociação que invadiu madrugadas e levou os deputados a trocarem ofensas. As divergências começaram com o fim do passe, passaram pela transformação dos clubes em empresas e pela permissão das ligas independentes e culminaram com a regulamentação dos bingos. Anteontem, os deputados Eurico Miranda (PPB-RJ), vice-presidente de futebol do Vasco, e Ronaldo Cezar Coelho (PSDB-RJ), vice-líder do governo, quase trocaram socos no plenário da comissão especial.

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