São Paulo - Após nova polêmica sobre a paradinha, depois de o meia Alan Bahia, do Atlético, ter marcado gol sobre o Palmeiras anteontem usando este artifício, o presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, declarou ontem que o recurso é permitido aos jogadores. A paradinha não foi censurada pelo árbitro da partida, Sandro Ricci, ao contrário do que havia acontecido há uma semana, quando o juiz Cléber Wellington Abade ameaçou punir o atacante Alex Mineiro, do Palmeiras.
O pênalti batido por Alan Bahia gerou protestos do dirigente palmeirense Toninho Cecílio e do técnico Vanderlei Luxemburgo, já que os árbitros usaram critérios diferentes.
''Este ato (paradinha) é permitido, o jogador tem o direito de fazer isso. Isso foi passado aos árbitros, só que lamentavelmente um árbitro experiente dá uma informação equivocada em uma partida e cria uma polêmica onde não existe'', disse Corrêa ao canal Sportv, criticando Abade. ''O grande problema foi a informação indevida que o Cléber Abade deu na partida do Palmeiras (contra a Portuguesa), na semana passada. Não cabe ao árbitro dar informação ao jogador no momento da cobrança da penalidade'', criticou.
O chefe da arbitragem revelou que Abade foi punido pelo erro. ''Ele ficou fora de sorteios da Série A e voltará em breve, no momento em que entender que não deve ameaçar o cobrador da penalidade'', explicou. Por último, Corrêa buscou esclarecer o que é considerado ilegal pela Fifa no momento do pênalti. ''A Fifa determina que o jogador só não pode passar o pé sobre a bola, isso configura o excesso. Qualquer outra situação é permitida pelas regras do jogo'', concluiu.

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