Comentários sobre "desmanche" deixam palmeirenses preocupados
São Paulo, 03 (AE) - Os jogadores do Palmeiras voltaram aos treinos hoje, na Academia da Barra Funda, preocupados com os comentários sobre "desmanche" da equipe. O técnico Luiz Felipe Scolari afirmou que não foi procurado por nenhum dirigente do clube ou da Parmalat, para discutir o futuro do elenco.
O treinador, que tem contrato com o Palmeiras até dezembro de 2000, afirmou que, antes de pensar na próxima temporada, o Alviverde tem de se preocupar com o segundo jogo contra o San Lorenzo, terça-feira, no Palestra Itália, pelas semifinais da Copa Mercosul. "O ano ainda não terminou", lembrou. "Portanto
temos de pensar na possibilidade de o time ser bicampeão da Mercosul."
Um dos problemas que as diretorias do clube e da multinacional terão de resolver será a situação de Zinho. O contrato terminará no fim do mês. O atleta, cujo salário é um dos mais altos do elenco, disse hoje que sua intenção é continuar no Parque Antártica por mais uma temporada. "Antes do Brasileiro, tive propostas para deixar o Palmeiras e não quis", ressaltou o meia. "Continuo com a idéia de permanecer no clube, mas dependerá da proposta dos dirigentes."
O zagueiro Júnior Baiano desmentiu que tivesse recebido um convite do Vasco, para voltar ao futebol carioca. O jogador disse que não se preocupa com os boatos sobre sua saída do Palmeiras, com o qual tem mais um ano e meio de contrato.
A maioria dos jogadores chegou à Academia demonstrando muita tristeza pela derrota para o Manchester United, na decisão do Mundial Interclubes, terça-feira, em Tóquio. O treinador de goleiros do clube, Carlos Pracidelli, afirmou que Marcos não pode ser culpado sozinho pelo resultado. "O time inteiro foi responsável pelo lance do gol", comentou. "A jogada não envolveu apenas o Marcos."





