Comemorações de brasileiros geram polêmica no Real
Madri - As comemorações de gols que os brasileiros do Real Madrid realizaram de maneira exclusiva nas últimas partidas geraram polêmica na Espanha, onde a imprensa já cita o fantasma da divisão dentro do elenco. ''O Madrid marca grandes gols, mas os celebra mal'', destaca o jornal El País, em um artigo com o título ''Bons gols, celebrações ruins'' após a goleada de 4 a 0 de domingo sobre o Mallorca, com gols de Ronaldo, Roberto Carlos (2) e Júlio Baptista. ''Os brasileiros descobriram a parte festiva da zoologia e encenam a barata, o 'canguru' (NR: coelho) e o 'salto do potro' (pulando carniça). Os demais, observam'', acrescenta o El País.
O primeiro gol de Ronaldo foi comemorado pelos brasileiros com saltos como um canguru ou como uma rã, segundo quem observa. Porém, o sinal de alerta piscou quando, no segundo gol de Roberto Carlos, o lateral brasileiro afastou o companheiro Pablo García, que pretendia celebrar o gol com ele, para encenar uma coreografia com Ronaldo e Baptista.
''Os três (Roberto Carlos, Ronaldo e Baptista), diante dos olhares dos companheiros, celebraram o gol com o salto do potro'', destacou o jornal esportivo madrileno Marca, sob uma fotografia da celebração do terceiro gol do time.
Apenas no último gol do jogo, marcado por Júlio Baptista, todos os jogadores do Real comemoraram juntos. ''A celebração tem um lado sectário que não agrada os torcedores (...) Por trás da coreografia há algo mais que um problema de forma. Faz pensa em equipe dividida, de clãs muito marcados'', acrescenta o jornal.
''No Madrid apenas os brasileiros celebram os gols. As polêmicas celebrações dos gols podem ser o sintoma de uma divisão na equipe merengue'', alfineta o jornal esportivo de Barcelona Sport.
''Os brasileiros, que já haviam celebrado os gols contra o Alavés fazendo a polêmica barata, voltaram a apostar nos festejos extravagantes'', destacou o jornal esportivo madrileno AS.
Na ocasião, Ronaldo, Robinho e Roberto Carlos deitaram de costas e movimentaram os braços e as pernas (ato qualificado de barata), o que provocou uma guerra verbal com o presidente do Alavés, Dimitri Piterman, que chamou os brasileiros de ''palhaços'', enquanto Roberto Carlos pediu mais senso de humor.
''Depois da que armaram em Vitória com a 'barata', Ronaldo e seus cúmplices tinham vários ases na manga'', afirma o El Mundo, que ressalta que nenhum dos brasileiros parou na zona mista de imprensa e, por isso, a imprensa não conseguiu descobrir o nome de suas 'invenções', terminando por batizar os mesmos de canguru e potro.





